Política

Cabral é condenado a 13 anos de prisão por lavagem de dinheiro

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral foi condenado nesta sexta-feira (20) a 13 anos de prisão pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, no processo da Operação Mascate, um desdobramento da Operação Lava Jato. Segundo os investigadores, o esquema envolvia a lavagem de dinheiro por meio de concessionárias e da compra de imóveis. [Leia mais...]

[Cabral é condenado a 13 anos de prisão por lavagem de dinheiro]
Foto : Divulgação/JFPR

Por Matheus Simoni no dia 20 de Outubro de 2017 ⋅ 16:54

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral foi condenado nesta sexta-feira (20) a 13 anos de prisão pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, no processo da Operação Mascate, um desdobramento da Operação Lava Jato. Segundo os investigadores, o esquema envolvia a lavagem de dinheiro por meio de concessionárias e da compra de imóveis. Apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como operador de Cabral, Carlos Miranda foi condenado a 12 anos de prisão também por lavagem de dinheiro.

Essa já é a terceira condenação do ex-governador no âmbito da Lava Jato. A primeira, de 14 anos e dois meses de prisão, foi dada pelo juiz Sergio Moro, responsável pelos julgamentos da operação em Curitiba. A segunda sentença foi de Bretas e Cabral foi condenado a 45 anos e dois meses de prisão na Operação Calicute.

A nova condenação acontece um dia depois de o ex-governador virar réu mais uma vez, agora na investigação sobre a compra de votos para que o Rio sediasse a Olimpíada de 2016. Ao todo, Cabral responde a 13 ações em que não há sentença e três em que houve condenação. Também tornou-se réu o ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman.

A Operação Mascate foi deflagrada em fevereiro deste ano e prendeu Ary Ferreira da Costa Filho, ex-assessor de Cabral. A denúncia da ação apontou que os acusados tinham três formas distintas para promover a lavagem de dinheiro: transferências bancárias de empresas de um colaborador para a empresa de propriedade de Carlos Miranda, com a justificativa de prestação de serviços de consultoria inexistente; compra de veículos para a organização criminosa pelas empresas de um delator; compra de imóveis da organização criminosa pela empresa de um colaborador.

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