Política

Questionado sobre briga com Barroso, Gilmar se esquiva: "Não vou emitir juízo"

Alvo de um protestos na manhã deste sábado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes se recusou a responder as perguntas feitas por jornalistas sobre o bate-boca com o também ministro da Corte Luiz Roberto Barroso. [Leia mais...]

[Questionado sobre briga com Barroso, Gilmar se esquiva:
Foto : TSE

Por Laura Lorenzo no dia 28 de Outubro de 2017 ⋅ 16:07

Alvo de um protesto na manhã deste sábado (28), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes se recusou a responder as perguntas feitas por jornalistas sobre o bate-boca com o também ministro da Corte Luiz Roberto Barroso. Na última quinta-feira (26), Gilmar e Barroso protagonizaram uma briga no plenário do Supremo e, ao ser questionado por jornalistas se pretende se desculpar com o colega, Gilmar desconversou.

“Não tive a oportunidade. Vamos nos ocupar de temas produtivos. Acabei de falar agora sobre mudança de regime (de governo). Não vou emitir juízo sobre isso”, disse o ministro. Mesmo tendo evitado falar sobre a discussão com Barroso, Gilmar acabou dando explicações sobre uma das acusações feitas pelo colega da Corte, de que ele “vai mudando a jurisprudência de acordo com o réu”. Apesar do ministro não ter falado de um caso específico, o próprio Gilmar contou sobre o que ele estava falando.

“Lá atrás eu havia votado pela exigência do trânsito em julgado. Depois, por casos julgados no Supremo como o do ex-senador Luiz Estevam, que recorreu de uma ação por mais de 10 anos disse que tínhamos que mudar aquilo e estabelecer outro critério como o da segunda instância. Foi uma proposta minha e do ministro Teori (Zavaski). Acontece que o que está ocorrendo hoje no Brasil é que muitos casos são de prisão preventiva, portanto o réu já cumpre a pena preso. Isso está gerando um abuso, uma política de encarceramento abusiva. Não tem nada a ver com o réu”, afirmou. De acordo com ele, a insinuação de que sua mudança de posição está relacionada à possibilidade de prisão de réus da Lava Jato é uma “bobagem”.

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