Política

Ciro diz que Brasil vive \"anarquia\" que generaliza políticos: \"A sensação do povo é de que é tudo igual\"

O ex-governador do Ceará e pré-candidato à presidência da República Ciro Gomes (PDT) concedeu entrevista a Mário Kertész nesta quarta (1º), na Rádio Metrópole, e analisou a situação da política brasileira. O pedetista destacou a fragilidade da democracia brasileira pós-Regime Militar, que teve dois dos seus quatro presidentes derrubados, e falou sobre os impactos de tantos escândalos de corrupção na mente dos eleitores. [Leia mais...]

[Ciro diz que Brasil vive \
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Felipe Paranhos e Matheus Morais no dia 01 de Novembro de 2017 ⋅ 08:46

O ex-governador do Ceará e pré-candidato à presidência da República Ciro Gomes (PDT) concedeu entrevista a Mário Kertész nesta quarta (1º), na Rádio Metrópole, e analisou a situação da política brasileira. O pedetista destacou a fragilidade da democracia brasileira pós-Regime Militar, que teve dois dos seus quatro presidentes derrubados, e falou sobre os impactos de tantos escândalos de corrupção na mente dos eleitores.

\"A gente tem que ajudar todo dia o povo a acreditar em si próprio, na democracia. Mas não é fácil para a população votar numa candidata que ganhou por um tiquinho a mais de 50% e é cassada na esteira de um grande escândalo. E o outro lado, que perdeu por um tiquinho a menos da metade, enrolado num escândalo igualzinho. Então, na cabeça do povo, a sensação é de que é tudo igual, que não há saída desse meio. E isso é uma tragédia para um país como o nosso. E você tem uma crise institucional. Também nunca vi na história brasileira juízes falando pelos cotovelos, Ministério Público justiçando pessoas antes de se formar o devido processo legal... É uma certa anarquia o quadro que estamos vivendo. Uma crise ética, moral, uma crise institucional, econômica e social, cujo lado mais doído é o número de desempregados e o de violência. Ou nós interrompemos esse itinerário de tragédia ou nosso povo vai desacreditar no sistema. E essa é talvez a mais grave das consequências\", comentou. 

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