Política

Sem mudança ministerial não haverá reforma da Previdência, afirma relator

O relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), foi categórico ao afirmar que, sem uma reforma ministerial imediata, o projeto não será aprovado no Congresso Nacional. Em entrevista ao jornal Estadão, o baiano afirmou que as mudanças de mérito no novo texto só poderão ser negociadas depois que o presidente Michel Temer (PMDB) resolver a insatisfação da base. [Leia mais...]

[Sem mudança ministerial não haverá reforma da Previdência, afirma relator]
Foto : Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por Laura Lorenzo no dia 12 de Novembro de 2017 ⋅ 13:15

O relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA), foi categórico ao afirmar que, sem uma reforma ministerial imediata, o projeto não será aprovado no Congresso Nacional. Em entrevista ao jornal Estadão, o baiano afirmou que as mudanças de mérito no novo texto só poderão ser negociadas depois que o presidente Michel Temer (PMDB) resolver a insatisfação da base. O aliados do peemedebista cobram principalmente a substituição dos quatro ministros do PSDB, partido que já admitiu a possibilidade de desembarcar do governo.

“De todas as questões que forem colocadas teremos que destacar e trazer para o texto aquilo que traga de fato voto”, afirmou Maia, que defendeu ainda que, para conseguir os 308 votos necessários para aprovar a reforma na Casa, o governo deve fazer uma contabilidade “pragmática”.

\"Não há dúvida, e o presidente (da Câmara) Rodrigo Maia deixou claro isso, que existem dois gestos que têm de ser feitos para que a gente consiga aprovar a reforma. Um é em relação ao mérito do projeto, e já estamos trabalhando nisso, vendo o que de fato é mais difícil ser aprovado para viabilizar a aprovação do que é essencial. Mas é necessário também que o governo realize um gesto político com sua base. Esse gesto político se traduzirá certamente em uma mudança ministerial. Há um descontentamento muito grande com o atual formato do ministério\", argumentou o deputado.

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