Política

MPF aponta que Picciani, Melo e Albertassi também lideram organização criminosa de Cabral

O Ministério Público deflagrou na última terça-feira (14) a Operação Cadeia Velha, que pede a prisão dos deputados estaduais Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo, todos do PMDB, por liderança de organização criminosa, a mesma do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). O esquema criminoso que, conforme o MP, existe desde o fim da década de 90, vendia facilidades a empresários do ramo de transportes e empreiteiras em troca de propina. [Leia mais...]

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Foto : Agência Brasil

Por Paloma Morais no dia 15 de Novembro de 2017 ⋅ 09:49

O Ministério Público deflagrou na última terça-feira (14) a Operação Cadeia Velha, que pede a prisão dos deputados estaduais Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo, todos do PMDB, por liderança de organização criminosa, a mesma do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). O esquema criminoso que, conforme o MP, existe desde o fim da década de 90, vendia facilidades a empresários do ramo de transportes e empreiteiras em troca de propina.

Picciani é presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), função que também foi exercida por Paulo Melo. Já Albertassi, de acordo com os investigadores, era uma figura de ascensão no grupo."Apesar de inicialmente indicar que (a organização criminosa) era chefiada apenas por Sérgio Cabral (...) Revelou-se, com o avançar das investigações, que existiam outras lideranças, como os deputados estaduais Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi", diz o texto do MPF.

A suspeita tem como base planilhas apresentadas pelo delator Álvaro Novis Melo, apelidado de Pinguim. De acordo com Melo, ele teria recebido R$ 54 milhões da Fetranspor e Picciani, R$ 58 milhões. Nestes documentos, o atual presidente da Alerj recebia a alcunha de Platina. Os investigadores citam ainda o aumento exponencial da relação patrimonial dele e de Paulo Melo, provindos de lavagem de dinheiro. Melo também é apontado como o responsável por nomeações no Detran por causa de sua influência política. Os dois também teriam recebido valores da Odebrecht por tentarem aprovar leis que favorecessem as empresas. Picciani seria beneficiário de R$ 7 milhões, enquanto Melo, teria recebido pagamentos no valor de R$ 250 mil por repetidas vezes.

"Constata-se que o Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Tribunal de Contas (do Estado do Rio) - presumidamente que deveriam ser autônomos, independentes, com dever de fiscalização recíproca - na realidade estão estruturados em flagrante organização criminosa com o fim de garantir contíuo desvio de recursos publicos e lavagem de capitais", afirma o delegado da Polícia Federal Alexandre Ramagem Rodrigues.

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