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ʹRepilo a ideia de receber propina. Nunca recebi, nem nunca pediʹ, diz Wagner

Política

ʹRepilo a ideia de receber propina. Nunca recebi, nem nunca pediʹ, diz Wagner

Em entrevista coletiva, nesta segunda-feira (26), na sede da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, o titular da pasta disse ser “falsa” a informação de que a obra desviou cerca de R$ 450 milhões, como apontou a PF. [Leia mais...]

ʹRepilo a ideia de receber propina. Nunca recebi, nem nunca pediʹ, diz Wagner

Foto: Alexandre Galvão/ Metropress

Por: Evilásio Júnior e Alexandre Galvão no dia 26 de fevereiro de 2018 às 15:58

Indiciado pela Polícia Federal, acusado de receber R$ 82 milhões em propinas da OAS e Odebrecht na formação do consórcio que administra a Arena Fonte Nova, o ex-governador Jaques Wagner (PT) classificou a Operação Cartão Vermelho de “aberração”. O PT nacional já tinha classificado o caso como "perseguição" ao partido.

Em entrevista coletiva, nesta segunda-feira (26), na sede da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, o titular da pasta disse ser “falsa” a informação de que a obra desviou cerca de R$ 450 milhões, como apontou a PF. Disse ainda "estranhar" o fato de a notícia ter vindo à tona agora, quando o inquérito é de 2013 e ele já tinha prestado informações à força-tarefa.

“Elas [acusações] são infundadas e, na minha opinião, só servem para virar manchete de jornal. Eu não sei de onde eles tiraram aquele valor de R$ 82 milhões e acho estranho que, antes de a investigação chegar ao fim, alguém já se pronuncie nesses termos. Eu tenho mais de 40 anos de vida pública, fui oito anos governador. O empresariado baiano é a maior testemunha de como nós agimos aqui. Então, repilo a ideia de receber propina. Nunca recebi, nem nunca pedi propina e as minhas afirmações sempre foram categóricas, inclusive em eventos públicos. Eu não peço e não autorizo ningué a pedir qualquer tipo de reciprocidade por obras feitas”, disse o petista.

Para ele, assim como no caso do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que tinha apontado superfaturamento no valor da obra, há uma "incompreensão da Polícia Federal" de diferenciar obra pública de Parceria Público-Privada (PPP).

“Em PPP não existe a figura do superfaturamento, como se está insistindo em falar. Nós contratamos, no Estado da Bahia, a PPP do estádio para me entregarem o estádio e a gestão do estádio. Estou muito à vontade, porque o valor por acerto da Arena Fonte Nova está entre os mais baixos entre aqueles que foram construídos para a Copa do Mundo de 2014. Há pronunciamento do TCU, dizendo que os preços são absolutamente normais. Eu acho que a Polícia Federal está querendo dar credibilidade à delação de réus confessos durante aquele período todo da Lava Jato”, afirmou, ao endossar o argumento do governador Rui Costa de que houve "vazamento" a órgãos de imprensa.

Pré-candidato ao Senado, Wagner foi alvo da força-tarefa, ao lado do atual chefe da Casa Civil Bruno Dauster e do empresário Carlos Dalton, e teve o celular, um computador e 15 relógios apreendidos.