
Política
Após frase “só mora na rua quem quer”, secretário diz que foi mal interpretado
Durante entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta sexta-feira (11), o secretário de Promoção Social, Esporte e Combate à Pobreza, Bruno Reis, falou sobre mal entendido com frase declarada ao Bocão News na última quinta-feira (10). [Leia mais...]

Foto: Tácio Moreira / Metropress
Durante entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta sexta-feira (11), o secretário de Promoção Social, Esporte e Combate à Pobreza, Bruno Reis, falou sobre o que considerou um mal entendido com a frase "Em Salvador, só mora na rua quem quer", declarada ao Bocão News na última quinta-feira (10). Bruno Reis afirma que ficar nas ruas é um desejo da própria pessoa, pois, segundo ele, existem vagas nos hoteis sociais.
"Ontem estávamos participando de inaugurações de obras na Cidade Baixa e eu vi a matéria sobre moradores de rua. Entrei em contato com a produção e falei que essa situação da Barra era crítica realmente. Entrei para a Semps tem seis meses e dobramos nossa equipe de abordagem para falicitar esse trabalho com os moradores. Colocamos funcionários, diariamente, na Barra e também no Pelourinho, e o restante da equipe transitando por toda ciadade", disse Bruno.
O secretário falou também sobre as instalações e trabalho realizado para combater essa situação em Salvador. "Hoje, temos cinco hoteis sociais, e esse mês ainda vamos inaugurar um na Av. Vasco da Gama. Pretendemos ter mais sete. Saímos de 100 para 8 mil vagas. O acolhimento institucional de um morador de rua custa quase 3 mil reais. O morador é publico prioritário do Minha Casa Minha Vida, e isso incomodou a oposição política. Por isso que eu disse que só fica na rua quem quer. Alugamos um hotel em Amaralina, na beira da praia, também para abrigar as pessoas que ficam na Orla. Eu tenho um quadro de vagas disponíveis, e ele não é ocupado."
Bruno ainda reforçou o que estimula essas pessoas a permanecerem na rua. "Quem faz doação na rua, como roupa, dinheiro ou comida, estimula o morador a ficar naquele local. O ideal é que distribua em nossos abrigos. Lá tem refeição, trocamos roupas de cama e tem atendimento com assistente social".
📲 Clique aqui para fazer parte do novo canal da Metropole no WhatsApp.

