Política

‘Existe fetiche por prisão’, acusa advogado criminalista

O jurista defende ainda que não existem quatro instâncias. “Isso é criado por pessoas que querem talvez mostrar que o processo penal é mais complexo do que é. Existem duas instancias e o STF e STJ analisam a questão de direito. STJ leis federais e STF Constituição Federal. A presunção de inocência é pétrea da Constituição, não pode ser mudada”. [Leia mais...]

[‘Existe fetiche por prisão’, acusa advogado criminalista ]
Foto : Nardele Gomes / Metropress

Por Alexandre Galvão e Gabriel Nascimento no dia 19 de Abril de 2018 ⋅ 08:31

Advogado criminalista, Gammil Föppel criticou um “fetiche” da população por detenções. A afirmação foi feita ao comentar a prisão após apreciação em segunda instância.

“O processo penal no Brasil vive um período de exceção. As pessoas, em uma postura até voluntarista, querem porque querem que todos estejam presos, existe esse fetiche. O grande problema é que não pode existir uma Justiça para mim e uma Justiça para você”, afirmou, em entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole.

O advogado criticou ainda a mudança de entedimento sobre a prisão antes do fim do processo. “Cabe ao Poder Judiciário e ao STF, em particular, a tarefa de interpretar a Constituição e não de reescrevê-la, com todo o respeito”.

O jurista defende ainda que não há quatro instâncias. “Isso é criado por pessoas que querem talvez mostrar que o processo penal é mais complexo do que é. Existem duas instâncias e o STF e STJ analisam a questão de direito. STJ, leis federais, e STF, Constituição Federal. A presunção de inocência é pétrea da Constituição, não pode ser mudada”, pontuou.

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