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Gilmar Mendes nega arquivar inquérito sobre Aloysio Nunes

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou arquivar o inquérito relacionado ao ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes (PSDB). [Leia mais...]

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Foto : Moreira Mariz/ Agência Senado

Por Matheus Morais no dia 24 de Abril de 2018 ⋅ 09:20

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou arquivar o inquérito relacionado ao ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes (PSDB). Na decisão, tomada na última sexta-feira (20), Gilmar Mendes também prorrogou as investigações por 30 dias.

O senador se tornou alvo de investigações após delações de ex-executivos da Odebrecht. O inquérito se baseia na suspeita de repasse de R$ 500 mil, pela empreiteira, em 2010, à campanha eleitoral dele. Os advogados do ministro negam as acusações dos delatores e pediram o arquivamento do inquérito, argumentando que não há indícios mínimos contra o tucano.

Ao analisar o pedido, Gilmar Mendes afirmou que o arquivamento não é possível no momento porque há diligências em andamento.
O ministro, contudo, frisou a \"fragilidade\" das provas coletadas contra Aloysio.

\"Em relação ao pedido de imediato arquivamento das investigações, formulado por Aloysio Nunes Ferreira Filho, reitero que o arquivamento de investigação em curso é cabível apenas em hipótese de manifesta inocência ou extinção da punibilidade. Tendo em vista a existência de diligências em andamento, seria prematuro intervir no curso das apurações. No entanto, as investigações não devem ser prorrogadas indefinidamente, especialmente tendo em vista a fragilidade dos elementos probatórios coligidos até o momento\", escreveu o ministro do Supremo.

Em relatório enviado ao STF no ano passado, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, afirmou ser \"fato incontroverso\" que Aloysio Nunes recebeu os R$ 500 mil da Odebrecht sem declarar à Justiça Eleitoral.

Em resposta, o ministro das Relações Exteriores disse que Dodge \"erra gravemente\", acrescentando que os delatores da Odebrecht \"não foram capazes de esclarecer quem pagou, nem onde, nem muito menos quem recebeu os recursos\".

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