
Política
Após polêmica com médicos pediátricos, governo contrata Promédica
O contrato, emergencial, tem previsão de 90 dias e valor estimado de R$ 2,1 milhões

Foto: Mateus Pereira/GOVBA
Após a polêmica que envolveu a Secretaria de Saúde da Bahia e o Novo Núcleo de Cirurgiões Pediátricos da Bahia Sociedade Simples, o governo do Estado contratou a Promédica para a prestação de serviços de médicos pediátricos e neonatais nas unidades da rede.
O contrato emergencial tem previsão de 90 dias e valor estimado de R$ 2,1 milhões.
A polêmica foi tema do Jornal da Metrópole e se desenhou, segundo a apuração, por conta de impasses em uma cláusula do certame. A Sesab queria profissionais nos hospitais, já o NCP alegava que o contrato teria sido modificado na última hora. Os médicos só aceitavam plantões de sobreaviso.
A confusão entre o governo e a NCP teve uma serventia. O secretário de Saúde, Fábio Vilas-Boas, percebeu que o Estado precisa de menos profissionais especializados em cirurgia pediátrica do que pedia a licitação.
“Nós tivemos várias reuniões ao longo da semana passada para estruturar uma equipe que possa atender às duas bases onde nós necessitamos de cirurgiões: o HGE [Hospital Geral do Estado] e o Hospital Roberto Santos. Nós tivemos ao longo desse período um volume de atendimento muito inferior ao que era alegado pelo Núcleo de Cirurgiões Pediátricos como a razão demandante da necessidade de um número de 50 cirurgiões”, explicou, ao site Bahia Notícias. A Sesab confirmou a percepção do chefe da pasta.
Vilas-Boas acusou ainda a NCP de querer “cartelizar” a profissão e “impor ao Estado valores de remuneração muito superiores aos praticados na média do mercado”.
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