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Gabrielli diz que ‘problema’ da Petrobras é política de preço e não presidente

Política

Gabrielli diz que ‘problema’ da Petrobras é política de preço e não presidente

Ex-presidente da Petrobras avalia que o movimento dos caminhoneiros é um misto de greve e locaute

Gabrielli diz que ‘problema’ da Petrobras é política de preço e não presidente

Foto: Gustavo Bezerra

Por: Rodrigo Daniel Silva no dia 28 de maio de 2018 às 10:40

Ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli (PT) disse que o “problema” da estatal brasileira não está no atual comandante Pedro Parente, mas sim na política de preço que tem alterado diariamente o valor dos combustíveis.

Há uma pressão da oposição e da própria base do governo do presidente Michel Temer (MDB) para mudar a diretoria da estatal. “Não é um problema de pessoa. É um problema de orientação da política de preço. Se substituir e ficar a mesma política, não resolve nada. É evidente que a política preço está personificada no presidente Pedro Parente, e ele não vai ficar com uma nova política”, avaliou Gabrielli, em entrevista ao Metro1.

Para Gabrielli, o movimento dos caminhoneiros é um misto de greve e locaute (quando os patrões de um determinado setor se recusam a ceder aos trabalhadores os instrumentos para que eles desenvolvam seu trabalho, impedindo-os de exercer a atividade).

“Eu acho que são as duas coisas. A categoria dos caminhoneiros tem 40% dos motoristas ligados às transportadoras e 60% autônomos. Os dois têm situação de dificuldades semelhantes. Sofrem com a retração da economia e o aumento do valor dos insumos. Há legitimidade de fazer suas reinvidicações, mas tem que se analisar a origem do problema, que é a política equivocada da Petrobras de reajustar diariamente os preços”, afirmou.

Gabrielli avalia que a estatal tem alterado os preços cotidianamente para atrair compradores para as refinarias brasileiras. Desta forma, retira o monópolio da Petrobras.

O petista ressalta que o movimento dos caminhoneiros “tende a ser mais conversador”, mas é “necessário ter o apoio da esquerda por ter legitimidade”. Para ele, apesar de alguns integrantes da categoria pedirem uma intervenção do Exército, os militares não têm essa “intenção”.