
Política
Ministério revoga norma que defendia imposto sindical
A contribuição passou a ser voluntária com a reforma trabalhista, em vigor desde novembro

Foto: Camila Domingues/ Palácio Piratini
O novo comando da Secretaria de Relações do Trabalho, do Ministério do Trabalho, anulou a nota técnica em que defendia a cobrança do imposto sindical de todos os trabalhadores de uma categoria após a aprovação em assembleia.
O despacho do secretário Eduardo Anastas foi publicado no DOU (Diário Oficial da União) de 1º de junho e torna sem efeito a Nota Técnica nº 2/2018.
A contribuição passou a ser voluntária com a reforma trabalhista, em vigor desde novembro. Pelo entendimento da nova lei, o tributo só pode ser cobrado do trabalhador que der autorização prévia e expressa para o recolhimento.
A nota de março, assinada pelo então secretário Carlos Cavalcante Lacerda, no entanto, defendia a cobrança do imposto sindical de todos os trabalhadores de uma categoria após a aprovação em assembleia.
“Sem a contribuição, pequenos sindicatos não vão sobreviver. A nota pode ser usada para os sindicatos embasarem o entendimento de que a assembleia é soberana”, afirmou Lacerda à Folha na época, ao relatar que mais de 80 sindicatos solicitaram a manifestação da pasta sobre o assunto.
Após a emissão da nota, Lacerda foi exonerado do cargo.
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