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Defesa de Lula vai ao TSE e cobra 'isonomia' em cobertura de campanha presidencial

Política

Defesa de Lula vai ao TSE e cobra 'isonomia' em cobertura de campanha presidencial

Medida tem como objetivo garantir que a as emissoras de televisão dediquem ao petista o mesmo tratamento destinado aos demais candidatos

Defesa de Lula vai ao TSE e cobra 'isonomia' em cobertura de campanha presidencial

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Por: Matheus Simoni no dia 27 de agosto de 2018 às 14:40

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou hoje (27) com um recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cobrar isonomia na cobertura das campanhas eleitorais dos candidatos que vão disputar as eleições de outubro.

A medida tem como objetivo garantir que a as emissoras de televisão dediquem ao petista o mesmo tratamento destinado aos demais candidatos à Presidência da República.

Segundo o levantamento realizado pela defesa de Lula, referente aos telejornais que foram ao ar entre 20 e 24 de agosto, o Jornal Nacional, da Rede Globo, dedicou exatos 21 segundos à coligação petista, ainda no dia 20 de agosto, tempo utilizado para comunicar que não cobriria a agenda de Lula, sob o pretexto de ele se encontrar preso.

No mesmo período, a defesa aponta que o telejornal dedicou um total de 5 minutos (um minuto por dia) para cobrir as campanhas de Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB); 4 minutos para Jair Bolsonaro (pois o candidato não teve agenda pública no dia 20) e 1 minuto para Álvaro Dias (Podemos), que está em um longínquo sexto lugar nas pesquisas de intenção de voto.

A Rede Record e o SBT tampouco cobriram a campanha da coligação de Lula nos telejornais, segundo levantamento dos advogados.

“Requer-se, na presente apresentação, a concessão de liminar, para que seja ordenado às empresas representadas para, a partir da presente data, confiram a devida cobertura da campanha presidencial da Coligação O povo Feliz de Novo, por meio de sua agenda oficial, e do próprio candidato Lula, devendo ser conferido tratamento isonômico entre as atividades destes e as dos outros candidatos ao mesmo cargo, com inserções em mesmo horário e com a mesma duração”, diz o recurso.