
Política
"Participei de uma irregularidade", admite Bacelar sobre convênios em ONG
Questionado, em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta quinta-feira (1), sobre os escândalos ocorridos em sua gestão na secretaria de Educação de Salvador, o deputado federal João Carlos Bacelar (PTN), assumiu ter participado da irregularidades, já que efetuou a contratação de cinco mil pessoas através de convênios [Leia mais...]

Foto: Tácio Moreira/Metropress
Questionado, em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta quinta-feira (1), sobre os escândalos ocorridos em sua gestão na secretaria de Educação de Salvador, o deputado federal João Carlos Bacelar (PTN), assumiu ter participado da irregularidades, já que efetuou a contratação de cinco mil pessoas através de convênios entre a Secretaria de Educação de Salvador, ONG Pierre Bourdieu e servidores da Universidade Estadual da Bahia (Uneb) nos anos de 2011 e 2012.
"Participei de uma ilegalidade porque precisava contratar um pessoal senão iam destruir as escolas de Salvador. Das 700 unidades que tem em Salvador recuperei 200. Contratei cerca de cinco mil pessoas", declarou. Mesmo com a negativa de que não há quaisquer denúncias sobre ele, o juiz Benedito dos Anjos informou que houve participação de todos os réus em atos de improbidade administrativa.
O privilêgio concedido a ONG com um dos convênios mais caros da antiga Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer (Secult), no valor de R$ 64 milhões, foi denunciado inúmeras vezes pelo Jornal da Metrópole. Apesar de toda a verba destiada a entidade, os cerca de 1.500 servidores terceirizados contratados para trabalhar no projeto Creche, dos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis) e nos Projetos Inovadores para Educação Básica (Piceb), conviviam com atrasos salariais que chegavam a três meses.
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