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Ministro da Educação defende volta de Moral e Cívica e diz que universidade não é para todos

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Ministro da Educação defende volta de Moral e Cívica e diz que universidade não é para todos

Em entrevista publicada na revista Veja, Ricardo Vélez Rodríguez ainda afirmou que cotas raciais são políticas provisórias e devem ser extintas no futuro

Ministro da Educação defende volta de Moral e Cívica e diz que universidade não é para todos

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Por: Juliana Rodrigues no dia 02 de fevereiro de 2019 às 09:30

O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, voltou a defender a cobrança de mensalidade em universidades federais, a extinção futura das cotas e a volta de disciplinas como Moral e Cívica, presente no currículo escolar na época da ditadura militar. As declarações foram dadas em entrevista publicada na revista Veja deste fim de semana. 

O titular do MEC citou como exemplo o ensino superior da Colômbia, seu país de origem, onde a mensalidade de universidades é paga conforme a renda do estudante, e frisou que em nenhum país o ensino superior chega para todos. "Ela (a universidade) representa a elite intelectual, para a qual nem todo mundo está preparado ou para a qual nem todo mundo tem disposição ou capacidade", afirmou.

Para Vélez Rodríguez, as cotas raciais são políticas provisórias para a universidade e devem ser extintas no futuro, com a "elevação do nível" do Ensino Fundamental. No entanto, isso não deve acontecer durante o governo do presidente Jair Bolsonaro. "Quatro anos é pouco tempo (para acabar com as cotas). Mas tenho certeza de que, se fizermos o dever de casa, meu sucessor conseguirá iniciar esse processo", disse.

O ministro ainda demonstrou apoio ao projeto Escola Sem Partido porque "a escola não serve para fazer política" e defendeu a volta da disciplina de Moral e Cívica ao currículo escolar, pois, segundo ele, o PT "tentou matar" todos os heróis brasileiros. "Outro ponto: hoje, o adolescente viaja. É necessário lembrar que existem contextos sociais diferentes e as leis dos outros devem ser respeitadas. O brasileiro viajando é um canibal. Rouba coisas de hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião; ele acha que sai de casa e pode carregar tudo. Esse é o tipo de coisa que tem de ser revertido na escola", pontuou.