
Política
Pressão por saída de Vélez vai de ala militar a política e cria impasse no DEM
Segundo o blog de Andréia Sadi, um dos nomes cogitados é o de Mendonça Filho, mas a indicação contraria o discurso de que o partido é "independente" do governo

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
Embora o governo negue oficialmente a intenção de demitir o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, nos bastidores, a pressão pela troca do titular da pasta vem de todos os lados.
Segundo o blog de Andréia Sadi, no G1, ministros da ala militar e parlamentares da base aliada enxergam Vélez como um ministro prestes a cair. O grande impasse estaria na definição de um substituto, além da briga de poder entre Olavo de Carvalho e a ala militar.
De um lado, há a defesa para que seja um nome do DEM, que já tem três ministros, além do presidente da Câmara e do Senado. Um dos nomes cogitados para o MEC é o de Mendonça Filho, que ocupou o cargo no governo Temer. No entanto, o próprio partido tem dúvidas sobre o apoio a Mendonça, já que ele representaria a cúpula da legenda dentro do Planalto, contrariando o discurso de que o DEM é independente.
Outra ala defende o nome de Anderson Correia, presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), para o MEC. Mas a decisão final é do presidente Jair Bolsonaro, que segundo o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, mantém a confiança em Vélez e não vai demiti-lo.
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