Política

Mesmo com mudança, militares temem continuidade da crise no MEC

Oficiais generais da ativa e da reserva próximos de Bolsonaro defenderam para o presidente a escolha de um nome técnico, gestor respeitado no mercado e na academia

[Mesmo com mudança, militares temem continuidade da crise no MEC]
Foto : Governo de transição

Por Alexandre Galvão no dia 08 de Abril de 2019 ⋅ 15:17

O anúncio de Abraham Weintraub para o lugar de Ricardo Vélez Rodríguez no Ministério da Educação foi visto com desconfiança por militares que fazem parte do governo Bolsonaro. 

De acordo com a Folha, eles temem que a crise que derrubou o ex-titular se mantenha. A remoção de Vélez do MEC era, para os fardados, uma oportunidade de se afirmar ante o chamado grupo ideológico do governo, aderente das ideias propagadas pelo escritor Olavo de Carvalho.

As duas alas colecionam divergências, notadamente em política externa e na educação, e Olavo já trocou críticas públicas com o vice-presidente, general Hamilton Mourão, e com general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ministro de Governo.

Weintraub, ainda que tenha trabalhado sob a organização do general Augusto Heleno quando o hoje ministro coordenava o pré-programa de governo de Bolsonaro e não seja um aluno declarado de Olavo, vibra mais na faixa de frequência do ideólogo do que na da ala verde-oliva.

Oficiais generais da ativa e da reserva próximos de Bolsonaro defenderam para o presidente a escolha de um nome técnico, gestor respeitado no mercado e na academia. Weintraub é economista e tem experiência como professor universitário, mas é desconhecido no meio.

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