Política
Mendonça se opõe à abertura da íntegra do celular de Vorcaro e pede apuração de suposta coação na PF

Dados como os critérios adotados para fixar as multas que as empresas receberam permanecem ocultos do público

Foto: EFE
O governo do presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) manteve sob sigilo partes essenciais dos acordos fechados nos últimos anos com empresas investigadas pela Lava Jato.
Com isso, seguem ocultas do público revelações que as mesmas fizeram às autoridades e os critérios adotados para fixar as multas que receberam.
Desde o início da Lava Jato, a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) firmaram acordos de leniência com seis empresas, dentre elas a Odebrecht e Andrade Gutierrez.
Todas as companhias reconheceram ter corrompido políticos e funcionários públicos para fazer negócios com estatais, a exemplo da Petrobras, e se comprometeram a cooperar com as investigações. Em troca, receberam benefícios como a redução das multas previstas pela legislação e a possibilidade de voltar a contratar com o setor público.
As seis empresas deverão pagar multas que somam mais de R$ 6 bilhões, dentro de um prazo de duas décadas.
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