Política

Otto critica titular do MEC após corte de verbas: 'Empregado de família não pode ser ministro'

Inicialmente, foi anunciado o contingenciamento em três universidades por suposta "balbúrdia" e depois, foi ampliado para todas as unidades federais, com a justificativa de foco no ensino básico. 

[Otto critica titular do MEC após corte de verbas: 'Empregado de família não pode ser ministro']
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Juliana Almirante no dia 06 de Maio de 2019 ⋅ 08:16

O senador Otto Alencar (PSD-BA) criticou, em entrevista à Rádio Metrópole, o ministro da Educação Abraham Weintraub, que determinou corte de verbas para as instituições federais de ensino superior e técnico. Inicialmente, foi anunciado o contingenciamento em três universidades por suposta "balbúrdia" e depois, foi ampliado para todas as unidades federais, com a justificativa de foco no ensino básico. 

"Esse homem chega na Educação indicado pela família do presidente. Aliás, os dois piores ministros do governo são de indicação de familiares, Educação (Abraham Weintraub) e Relações Exteriores (Ernesto Araújo), que só têm feito coisa errada. Empregado de família não é ministro de Estado. Não pode ser ministro de Estado um cara que faz um negócio dessa natureza", criticou o parlamentar, nesta segunda-feira (6). 

Para o senador baiano, Weintraub, parece ter "os mesmos sintomas" do antecessor, Ricardo Vélez Rodriguez. "Me parece que trocou seis por meia dúzia. Ninguém esperava que houvesse um corte dessa natureza. Ele começou discriminando três universidades, a Ufba, de forma perversa, a de Brasília e a fluminense. 
Para consertar a discriminação, resolveram fazer pior. A emenda saiu pior do que o soneto", resumiu.

"Ele certamente não tem consciência do que significam as universidades federais no Brasil. Será que ele não imagina que estão se desenvolvendo pesquisas na universidade federal? Como aconteceu a longo de tantos anos, com tantos pesquisadores?", completou.

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