Política

Sequela dos 400 cargos: PSD e PT rompem em Lauro de Freitas 

Em entrevista ao Jornal da Cidade IIª Edição, Moema disse que o número de indicados era módico

[Sequela dos 400 cargos: PSD e PT rompem em Lauro de Freitas ]
Foto : Reprodução / Facebook

Por Alexandre Galvão no dia 09 de Maio de 2019 ⋅ 09:20

A briga entre a deputada estadual Mirela Macedo (PSD) e a prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho (PT), ganhou um novo episódio. Nesta semana, a parlamentar, que foi vice-prefeita na gestão da petista, rompeu definitivamente as relações políticas. Toda confusão começou após Mirela alegar ser ignorada por Moema, que revelou ter dado 400 cargos para ela indicar somente na Secretaria de Saúde.

A revelação espantou até mesmo quem tem décadas de política.  “O rompimento entre a gestão municipal e o PSD se efetivou a partir do momento em que a prefeita Moema Gramacho resolveu exonerar servidores ligados ao partido, a partir do dia 24 de abril de 2019, sobretudo, membros da executiva do PSD”, narrou Mirela, em postagem nas redes. 

De acordo com a parlamentar, “diante do desrespeito às pessoas que ajudaram a construir a eleição da prefeita em 2016, a executiva do PSD se solidariza com esses servidores, e ao mesmo tempo salienta que a partir de agora o Partido Social Democrático fará política independente em Lauro de Freitas”. O movimento acirra ainda mais os ânimos e aponta para uma candidatura de Mirela à prefeitura em 2020.

Moema demitiu 44 pessoas

Dos 400 indicados por Mirela Macedo, Moema já demitiu pelo menos 44 pessoas. Dois deles secretários: Erasmo Alves de Moura, da Saúde, e Bárbara Martinez, de Política para Mulheres. Além deles, Juraci Santos Souza, liderança ligada a Mirela, perdeu o posto que tinha no Departamento de Segurança e Manutenção da rede de saúde. Questionada, a prefeitura de Lauro de Freitas disse que demissões são normais e não quis confirmar qual foi o critério estabelecido.

400 cargos ‘não é tanto’, diz Moema

Em entrevista ao Jornal da Cidade IIª Edição, Moema disse que o número de indicados era módico. “Não é tanto”, afirmou, timidamente. “Obviamente, o partido [PSD] tem as suas indicações, todos têm. Claro, dentro do perfil técnico para o perfil que vão administrar”, completou. Ao ser questionada sobre uma possível candidatura à reeleição no ano que vem, Moema se esquivou e preferiu não comentar o assunto. “Não é o momento”.

Leia essa e outras matérias no Jornal da Metrópole dessa semana.

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