Política

Maia critica ministro da Educação: 'Está trazendo a crise para o governo'

Presidente da Câmara, que também esteve entre os alvos dos manifestantes, disse que vê com bons olhos a legitimidade das manifestações, mesmo que de forma atrapalhada em relação à pauta

[Maia critica ministro da Educação: 'Está trazendo a crise para o governo']
Foto : José Cruz/Agência Brasil

Por Matheus Simoni no dia 03 de Junho de 2019 ⋅ 15:41

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), criticou o posicionamento do ministro da Educação, Abraham Weintraub, pivô de polêmicas e manifestações de estudantes e professores de todo o país. Desde que o governo anunciou um corte de 30% no orçamento das universidades e instituições federais de ensino, ele virou alvo dos protestos que tomaram conta do país. Em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, Maia apontou que o ministro é causador das crises do governo.

"Educação não pode ser o que esse ministro está fazendo. Eu acho que, na área de educação, quem está trazendo a crise para o governo é o ministro (Abraham Weintraub) porque ele primeiro falou de corte, depois, de contingenciamento. Ele chamou as universidades para o conflito e depois falou: 'Eu não disse isso, eu disse que era contingenciamento'. Aí faz um vídeo, um musical da Disney, no qual ataca a bancada do Rio. Agora, tem rebelião na bancada do Rio. Boa parte vai votar a Previdência com o governo. Atacar a bancada porque botou uma emenda para o museu e a emenda foi contingenciada? Onde estamos?", disse o deputado. 

Maia, que também esteve entre os alvos dos manifestantes, disse que vê com bons olhos a legitimidade das manifestações, mesmo que de forma atrapalhada em relação à pauta.

"O presidente teve apoio num grupo muito radical. Não é um grupo que fale com o meu eleitor, com os setores médios da sociedade. Agora, na hora em que vai o grupo mais próximo do presidente para a rua, e da forma com que ele se comunicou nos últimos meses, querendo transferir a responsabilidade para o Parlamento, o eleitor dele viu aquilo como necessário. Talvez de forma incoerente porque, modéstia à parte, se não fosse pelo meu trabalho, a Previdência estava ainda nas gavetas da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). O movimento ataca aqueles que têm salvado o governo", declarou.

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