Política

Moro nega renúncia e desafia: ‘Se quiserem publicar tudo, publiquem'

Ex-juiz federal declarou ainda disse que o país está diante de “um crime em andamento”, que teria sido promovido por uma organização criminosa profissional

[Moro nega renúncia e desafia: ‘Se quiserem publicar tudo, publiquem']
Foto : Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por Juliana Almirante no dia 14 de Junho de 2019 ⋅ 08:40

Alvo de vazamento de diálogos com procuradores da Lava Jato, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, afirmou, em entrevista ao Estado publicada hoje (14), que não se afastará do cargo. 

O ex-juiz federal declarou ainda disse que o país está diante de “um crime em andamento”, que teria sido promovido por uma organização criminosa profissional.

"Fui vítima de um ataque criminoso de hackers. Clonaram meu telefone, tentaram obter dados do meu aparelho celular, de aplicativos. Até onde tenho conhecimento, não foram obtidos dados. Mas os procuradores foram vítimas de hackers e agora está havendo essa divulgação indevida. Estou absolutamente tranquilo em relação à natureza das minhas comunicações", declarou.

Moro também disse que não há riscos de anulação do processo do triplex do Guarujá, que levou à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Olha, se tiver uma análise cautelosa, se nós tirarmos o sensacionalismo que algumas pessoas interessadas estão fazendo, não existe nenhum problema ali. Foi um caso decidido com absoluta imparcialidade com base nas provas, sem qualquer espécie de direcionamento, aconselhamento ou coisa que o valha", defendeu.

Para ele, existiria um viés político-partidário na divulgação das mensagens, pelo portal The Intercept Brasil, tiradas de aplicativo do coordenador da força-tarefa em Curitiba, Deltan Dallagnol.

O ministro também não reconheceu a autenticidade das mensagens e desafiou a divulgação completa do material. "Não, pode ser que tenham novas publicações. Mas assim, eu sempre pautei o meu trabalho pela legalidade. Os meus diálogos e as minhas conversas com os procuradores, com advogados, com policiais, sempre caminharam no âmbito da licitude. Não tem nada ali, fora sensacionalismo barato", declarou.

Ele afirmou ainda não ver ilicitude nos diálogos e disse que conversava “normalmente” também com advogados e delegados, inclusive por aplicativos.

"Essa interlocução é muito comum. Sei que tem outros países que têm práticas mais restritas, mas a tradição jurídica brasileira não impede o contato pessoal e essas conversas entre juízes, advogados, delegados e procuradores", disse.

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