Política

Líder do MBL na Bahia espera reunir até 2 mil pessoas no Farol da Barra

Em entrevista ao Metro1, Siqueira Costa saiu em defesa de Moro e disse que teor das conversas não afeta a conduta do ex-juiz e sua isenção

[Líder do MBL na Bahia espera reunir até 2 mil pessoas no Farol da Barra]
Foto : Arquivo / BNews

Por Adelia Felix no dia 30 de Junho de 2019 ⋅ 09:21

Grupos de apoio ao governo Jair Bolsonaro se reúnem, no Farol da Barra, em Salvador, na manhã deste domingo (30). Os manifestantes defendem a reforma da Previdência, a aprovação do pacote anticrime do ministro da Justiça, Sérgio Moro, e a manutenção da Operação Lava Jato. 

Em entrevista ao Metro1, o líder do Movimento Brasil Livre na Bahia (MBL-BA), Siqueira Costa, afirmou que espera reunir uma média de 1.500 a 2.000 pessoas no local. “A gente não espera reunir uma multidão como das outras vezes. Por causa do período pós São João, muita gente viajando, férias, e até pelo clima”.

Além do MBL, também vão participar do protesto os grupos Nas Ruas, Vem Pra Rua, Militância Direita Salvador, Médicos pelo Brasil, RWR - Republicana Web Rádio e Patriota Salvador. “Eu trouxe o Gabriel Monteiro [ativista político e policial militar]. A manifestação não é feita só pelo MBL, até porque não temos dinheiro. Rateamos o minitrio, que teve custo de R$ 13 mil”, disse.

Vazamentos de conversas entre Moro e procuradores
Questionado pela reportagem como avalia as publicações feitas pelo site The Intercept Brasil e o jornal Folha de São Paulo que revelaram supostas conversas entre o ex-juiz Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato, ele disse que “não tem tanta credibilidade” por falta de provas.

“Por enquanto, [as provas] não foram apresentadas. Só supostas conversas. Eu posso acusar você de alguma coisa, mas na Justiça vão pedir provas. Claramente, existe uma edição das mensagens. Eles emendam conversas que ocorreram em dias diferentes. O ministro admite que houve conversa, mas a sequência dela está sendo solta de maneira tendenciosa”, pondera.

Para Siqueira, o teor das conversas obtida de forma supostamente criminosa não afeta a conduta do ex-juiz e sua isenção ao julgar os casos da operação na 1ª Instância da Justiça, em Curitiba. “A gente sabe que existiu o hackeamento, mas até agora não apresentou provas que houve algum crime cometido por Moro ou até certa influência. A conversa tem que ser publicada na íntegra, mostrando a tela”.
 

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