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Bolsonaro defende militares e diz que grupo de esquerda matou pai de presidente da OAB

Militante desapareceu em fevereiro de 1974, após ter sido preso junto de um amigo chamado Eduardo Collier

[Bolsonaro defende militares e diz que grupo de esquerda matou pai de presidente da OAB]
Foto : Reprodução/Facebook

Por Metro1 no dia 29 de Julho de 2019 ⋅ 17:14

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) tentou diminuir o tom de sua crítica e disse que não foram os militares quem desapareceram com o pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. A declaração foi feita durante live, na tarde desta segunda-feira (29), enquanto cortava o cabelo.

Na rede social, o chefe de Estado disse que, pelos relatos que obteve durante a ditadura militar, foram integrantes da própria Ação Popular, grupo de esquerda do qual Fernando Augusto Santa Cruz de Oliveira fazia parte, que desapareceram com ele.

"Não foram os militares que mataram, não. Muito fácil culpar os militares por tudo o que acontece. […] Até porque ninguém duvida, todo mundo tem certeza, que havia justiçamento. As pessoas da própria esquerda, quando desconfiavam de alguém, simplesmente executavam", acrescentou.

E, acrescentou: "Não quero polemizar com ninguém, não quero mexer com os sentimentos do senhor Santa Cruz, porque não tenho nada pessoal no tocante a ele. Acho que ele está equivocado em acreditar em uma versão apenas do fato, mas ele tem todo o direito de me criticar", disse.

Segundo Bolsonaro, ele recebeu detalhes sobre o desparecimento Fernando por meio de oficiais militares que atuavam nas regiões de fronteira. "O pai dele, bastante jovem, foi ao Rio de Janeiro. Eu obtive essas informações com quem conversei na época, oras bolas. Eu conversava com muita gente na fronteira. E o pessoal da Ação Popular no Rio de Janeiro ficou estupefato. 'Como pode esse cara vindo do Recife se encontrar conosco aqui?'", questionou.

O militante de esquerda desapareceu em fevereiro de 1974, após ter sido preso junto de um amigo chamado Eduardo Collier por agentes do DOI-Codi, órgão de repressão da ditadura militar, no Rio de Janeiro. No relatório da Comissão Nacional da Verdade, responsável por investigar casos de mortos e desaparecidos na ditadura, não há registro de que Fernando tenha participado da luta armada. 

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