Sábado, 04 de dezembro de 2021

Política

Se plataforma digital não contribuir, não pode ficar no Brasil, diz presidente da CPI das fake news

Angelo Coronel ainda defendeu que seu trabalho à frente do colegiado será imparcial

Se plataforma digital não contribuir, não pode ficar no Brasil, diz presidente da CPI das fake news

Foto: Tácio Moreira/Metropress

Por: Juliana Almirante no dia 25 de outubro de 2019 às 13:20

O presidente da CPMI das Fake News no Congresso, o senador Angelo Coronel (PSD-BA) declarou, em entrevista à Folha publicada hoje (25), que a comissão quer chegar aos "autores, investidores e patrocinadores de bunkers espalhados pelo país afora para depreciar pessoas". Ele afirma que, inclusive, pode ser usada quebra de sigilo telefônico e bancário para chegar ao objetivo. 

"Tudo o que for necessário para se chegar aos autores, vamos chamar assim, a esses investidores, a esses patrocinadores desses bunkers espalhados pelo país afora para depreciar pessoas. Nós vamos fazer todo o possível para chegar lá", prometeu. 

Para o senador, as empresas de internet precisam colaborar para a identificação dos criminosos responsáveis pela circulação de notícias falsas. 

"Se as plataformas não contribuem para que a gente puna esses criminosos que se travestem atrás de um perfil falso para depreciar pessoas, então essa plataforma não pode ficar no Brasil", disse.

Ele ainda defendeu que seu trabalho à frente do colegiado será imparcial.

"Eu não quero saber de matiz partidária, eu não quero saber se a pessoa é filho de presidente, se é irmã de presidente, se é inimigo de presidente. Nós temos que simplesmente combater os criminosos das redes sociais", afirmou. 

A comissão pretende "investigar os ataques cibernéticos que atentam contra a democracia e o debate público; a utilização de perfis falsos para influenciar os resultados das eleições 2018; a prática de cyberbulling sobre os usuários mais vulneráveis da rede de computadores, bem como sobre agentes públicos; e o aliciamento e orientação de crianças para o cometimento de crimes de ódio e suicídio".

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