Política

Estudantes ocupam colégio estadual em Jequié após comunicado sobre fechamento

De acordo com integrantes do protesto, ouvidos pelo Metro1, a escola foi comunicada que o local será cedido para a prefeitura da cidade, para implantação de uma unidade de ensino fundamental

[Estudantes ocupam colégio estadual em Jequié após comunicado sobre fechamento]
Foto : Jequié e Região

Por Juliana Almirante no dia 14 de Janeiro de 2020 ⋅ 11:20

Estudantes do Colégio Estadual Maria José de Lima Silveira, localizada no bairro de Jequiezinho, na cidade de Jequié, ocupam a unidade desde a sexta-feira (10), em protesto contra a notícia de fechamento do espaço. Procurada pela reportagem, a Secretaria de Educação do Estado (SEC) ficou de se posicionar sobre o caso.

De acordo com integrantes do protesto, ouvidos pelo Metro1, a escola foi comunicada que o local será cedido para a prefeitura da cidade, para implantação de uma unidade de ensino fundamental.

“O que vai acontecer ainda não sabemos. A secretaria fez o reordenamento e quer pegar alunos do ensino médio (integral) e à noite, do EJA (Educação de Jovens e Adultos). O governo quer tirar esses meninos que são da periferia e remanejar para outras unidades escolares e o noturno para o Colégio Militar”, disse a representante, que preferiu não se identificar.

Os alunos estão preocupados porque as unidades onde devem ser transferidos são distantes até 3 km da escola onde estudam hoje.

Segundo os manifestantes, o Colégio Estadual Maria José de Lima Silveira teria um ensino de qualidade, com alunos premiados e procura para novas matrículas. A unidade localizada no bairro de Jequiezinho encerrou o ano passado com 617 alunos. Para este ano, já estavam confirmadas as matrículas de 380 alunos que já estudam no local, no entanto, mais vagas seriam abertas, no dia 20, para a comunidade externa.

A APLB em Jequié divulgou uma nota de apoio ao protesto dos estudantes, afirmando que "estão participando das discussões e firmes na defesa pela permanência da escola, entendendo que quando se fecha uma escola abre espaço para o aumento da violência principalmente nos bairros da periferia onde a juventude se perde por falta de oportunidades". 

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