Política

Com cobrança de aliados para definir candidato, presidente do PT-BA diz que sigla 'não tem chefe’

Edén Valadades diz que entende ansiedade de aliados para que o partido defina um candidato à prefeitura de Salvador, diante da escolha do grupo de ACM Neto por Bruno Reis, mas defende tempo próprio do PT

[Com cobrança de aliados para definir candidato, presidente do PT-BA diz que sigla 'não tem chefe’]
Foto : Matheus Simoni/Metropress

Por Juliana Almirante no dia 21 de Janeiro de 2020 ⋅ 08:43

O presidente do PT na Bahia, Edén Valadades, disse hoje (21), em entrevista à Rádio Metrópole, que o PT “não tem chefe”, ao ser questionado sobre as críticas de aliados na demora para que o partido defina um candidato à prefeitura de Salvador, diante da escolha do grupo de ACM Neto por Bruno Reis.

“O PT não tem chefe. Vou te dar um exemplo. Eu fui chefe de gabinete e assessor de Wagner por 14 anos. Wagner é talvez, ao lado de Rui (Costa), o principal patrimônio político do PT da Bahia. Wagner declara apoio a mim na eleição interna do PT e quem olha de fora diz assim: 'Se Wagner escolheu o chefe de gabinete dele, vai ser o presidente do PT'. Teve disputa, teve voto. Eu ganhei com 60%, mas teve disputa. O PT é assim, não tem um dono, alguém que bote a mão e resolva as coisas. Nós temos uma liturgia, uma dinâmica. A gente debate muito e tem fóruns e instâncias que são respeitadas”, declarou. 

Edén defendeu ainda que a sigla teria ainda “um tempo” próprio, em que as divergências internas e também entre os aliados são discutidas. Para o dirigente do PT-BA, há espaço para entendimento para definir um nome entre os quatro pré-candidatos cogitados pelo partido para disputar a prefeitura da capital baiana. 

“Nós estamos no tempo do PT. Não há lugar em que o PT não encerre suas divergências debatendo e eventualmente votando. Se olhar as principais capitais do país, em pouco lugar que tem candidato definido. Então o tempo do PT está sendo respeitado. Entendo como natural a ansiedade dos aliados em a gente definir. Nós queremos definir junto com Rui e Wagner, primeiro qual a melhor tática dessa eleição. Vamos para eleição em que a base do governo deve ter uma, duas ou três candidaturas? Vamos forçar um BA-VI logo no primeiro turno ou vamos trabalhar com tática de dois turnos? Ainda tem muitas divergência e opiniões diferentes, sobretudo entre os aliados”, avalia.

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