Política

Operação Spoofing: Baiano, conselheiro do CNJ foi alvo de hackers 

O printscreen da tela do telegram de André Godinho fazia parte do acervo de “personalidades” que tiveram as conversas copiadas pelos investigados

[Operação Spoofing: Baiano, conselheiro do CNJ foi alvo de hackers ]
Foto : Divulgação

Por Alexandre Galvão no dia 21 de Janeiro de 2020 ⋅ 13:06

Advogado baiano e conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), André Godinho está entre as autoridades que tiveram conversas hackeadas. Os diálogos deram origem à “Vaza Jato”, série de reportagens publicadas inicialmente pelo The Intercept Brasil. 

De acordo com denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal, o printscreen da tela do telegram de Godinho fazia parte do acervo de “personalidades” que tiveram as conversas copiadas pelos investigados. Não há informações, no entanto, se o conteúdo produzido por Godinho veio a público. 

“O Documento RAMA 23/2019 fez a análise do conteúdo de um HD Seagate com capacidade e 1 Terabyte de armazenamento (item 16 da Equipe 01) apreendido em posse de Walter Delgatti Neto sendo que na subpasta FOTOSEVIDEOS/PhotosLibrary.photoslibrary/ Masters/2019/ constam diversas imagens, printscreens de telas do telefone referentes a contatos de diversas pessoas, entre elas Procuradores da República, Delegados de Polícia Federal, advogados, além de prints de conversas de grupos com os nomes “Valoriza MPF”, “Winter is Coming”, “STJ Operação Saqueador/Calicute”, narra.

Hoje, o MPF denunciou o jornalista Glenn Greenwald e mais seis pessoas por crimes relacionados à invasão de celulares de autoridades brasileiras no âmbito da Operação Spoofing. 

De acordo com o UOL, o jornalista é acusado de organização criminosa, lavagem de dinheiro, bem como as interceptações telefônicas engendradas pelos investigados. Para o MPF, embora Greenwald não seja investigado nem indiciado, ficou comprovado que ele auxiliou, incentivou e orientou o grupo durante o período das invasões. 

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