Política

Freixo diz que Rio perdeu 'alma carioca' com 'desgoverno' de Witzel e Crivella

Deputado federal afirma que o carioca acaba se encontrando em uma situação de desesperança, sem saber a quem recorrer

[Freixo diz que Rio perdeu 'alma carioca' com 'desgoverno' de Witzel e Crivella]
Foto : Wilson Dias/Agência Brasil

Por Juliana Almirante no dia 24 de Janeiro de 2020 ⋅ 08:37

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) lamentou, em entrevista à Rádio Metrópole hoje (24), a situação do povo do Rio de Janeiro diante do governo municipal e estadual, comandados, respectivamente, por Marcelo Crivella (Republicanos) e Wilson Witzel (PSC).

“O prefeito Crivella não conseguiu se encontrar e distribuiu cargos entre seus aliados na Igreja. Misturou canais e jamais poderiam ser feito isso. Falo isso com pesar, porque isso tem a ver também com o governo do Estado, com o que está fazendo com o Cedae. Gente indicada, sem competência, e tirando gente técnica que sabe o que fazer. Então está tendo um desgoverno muito grande, tanto do governo estadual quanto do municipal. Não vou nem falar do federal porque é de todos nós. Mas aqui tem um processo de muito abandono”, reclama.

Marcelo Freixo diz que o carioca acaba se encontrando em uma situação de desesperança, sem saber a quem recorrer.

“A esperança está muito secundária e então a gente não consegue ter certeza de dias melhores. Acho que a mudança precisa ser muito profunda aqui no Rio. Infelizmente, o Rio perdeu muito sua alma carioca, inclusive da irreverência e da alegria, porque seus governos tanto municipal quanto estadual têm errado muito”, critica.

Para Freixo, muitas vezes o governador Wilson Witzel age como se fosse um psicopata e citou uma declaração do gestor, de novembro de 2018, ao jornal O Estado de São Paulo. "O correto é matar o bandido que está de fuzil. A polícia vai fazer o correto: vai mirar na cabecinha e... fogo! Para não ter erro", afirmou o governador à época. 

“O governador, ele age, muitas vezes, como um psicopata. Essa coisa do 'tiro na cabecinha'. Ele mexe com o sentimento do povo que é de desesperança, que acaba muitas vezes apoiando as declarações mais esdrúxulas. Mas com o mínimo de racionalidade e sensatez, a gente sabe que não pode um governador falar isso. Uma coisa é em um botequim, com um amigo seu, dizer que tem que dar um tiro, outra coisa é o governador do Rio de Janeiro, que não tem uma política de saúde, nem de educação, que mal conhece o Rio e não tem política de segurança. Ele fica usando essas frases de efeito e atitudes, que não resolvem problema nenhum”, critica o deputado.

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