Política

Otto avalia que Isidório deve evitar fundamentalismo religioso: 'Não pode ir por esse tema'

Senador considera ainda que ele é "inteligente" e pode passar por treinamento e aprender a administração da cidade

[Otto avalia que Isidório deve evitar fundamentalismo religioso: 'Não pode ir por esse tema']
Foto : Matheus Simoni/Metropress

Por Juliana Almirante no dia 28 de Janeiro de 2020 ⋅ 09:01

O senador Otto Alencar (PSD) defendeu, em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã de hoje (28), que o deputado federal do Avante Pastor Sargento Isidório respeite o sincretismo religioso da capital baiana. 

Apesar de afirmar que ele é "inteligente" e pode passar por treinamento e aprender a administração da cidade, o senador considera que o colega deve respeitar o caráter especial de Salvador, que convive com diversas religões. 

"Isso não. De jeito nenhum. Não pode ir por esse tema. O tema da religiosidade não pode suplantar a necessidade de uma cidade que tem o sincretismo religioso grande que tem que ser totalmente respeitado. Até porque se deve muito a toda essa cultura que veio aqui para Bahia. Isso é fundamental", afirmou.

Otto afirma que, apesar de respeitar a opinião do governador Rui Costa, que ficou de anunciar mais de um nome de candidato que deve apoiar no próximo domingo (2), o gestor também poderia escolher um único nome, como fez o prefeito ACM Neto (DEM).

"Respeito a posição do governador e o tempo dele também, não vou entrar nessa situação, mas concordo com você que se tem o governador toma decisão de chamar grupo, identificar um candidato com essas condições de conhecer Salvador e ter boa capacidade gerencial administrativa já comprovada, com algum conhecimento do que significa administrar Salvador, e dizer o candidato é esse aqui, os partidos da base todos iriam compor com ele, naturalmente. Lá atrás, se ele dissesse que o candidato era esse, nós faríamos uma aliança, sim. Nosso partido poderia indicar um candidato a vice-prefeito ou não. Fazer uma chapa de vereadores, mas não tinha nenhum problema, porque o líder do processo é governador", avaliou.

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