Sábado, 04 de abril de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Política

/

Bolsonaro diz que não traz brasileiros da China porque 'custa caro' e não há lei de quarentena

Política

Bolsonaro diz que não traz brasileiros da China porque 'custa caro' e não há lei de quarentena

Presidente se reuniu com ministros no Palácio da Alvorada

Bolsonaro diz que não traz brasileiros da China porque 'custa caro' e não há lei de quarentena

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Por: Juliana Rodrigues no dia 01 de fevereiro de 2020 às 07:30

O presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem (31) que o governo ainda estuda estratégias para buscar os brasileiros que vivem na China e querem retornar ao Brasil. Segundo ele, é necessário resolver entraves diplomáticos, jurídicos e orçamentários para viabilizar a volta dos cidadãos.

O mandatário se reuniu com ministros no Palácio da Alvorada, em Brasília, para discutir estratégias de de enfrentamento ao coronavírus e a situação de brasileiros que estão confinados em áreas de risco na China. O encontro teve a participação dos ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo; da Defesa, Fernando Azevedo e Silva; e da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

"Custa caro um voo desses. Na linha, se for fretar um voo, acima de US$ 500 mil o custo. Pode ser pequeno para o tamanho do orçamento brasileiro, mas precisa de aprovação do Congresso", declarou. O presidente descartou a ideia de editar uma medida provisória para agilizar esse trâmite.

Além do custo da operação, o presidente disse que a ausência de normas vigentes sobre quarentena pode dificultar o processo. "Ao trazer brasileiros pra cá, é nossa ideia colocar em um local para quarentena, mas qualquer ação judicial tira de lá. (...) Se lá temos algumas dezenas de vidas, aqui temos 210 milhões de brasileiros. Então, é uma coisa que tem que ser pensada, conversada antecipadamente com o chefe do Poder Judiciário, conversado com o Parlamento também".

Leia mais:

Brasil tem 12 casos suspeitos do novo coronavírus, diz Ministério da Saúde

Efeito coronavírus: Dólar chega a R$ 4,28, a maior cotação registrada em um pregão