Política

Por unanimidade, TSE nega registro para o Partido Nacional Corinthiano

Responsáveis pela proposta não têm ligação oficial com o clube Corinthians nem com suas torcidas organizadas

[Por unanimidade, TSE nega registro para o Partido Nacional Corinthiano]
Foto : Roberto Jayme / Ascom/TSE

Por Luciana Freire no dia 27 de Fevereiro de 2020 ⋅ 18:00

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou hoje (27) por unanimidade dos seus sete ministros, o pedido de registro do Partido Nacional Corinthiano (PNC). Caso fosse aprovado, seria o 34º partido político do país. Os responsáveis pela proposta não têm ligação oficial com o clube Corinthians nem com suas torcidas organizadas.

De acordo com a Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/95), para ser registrado um partido precisa ter caráter nacional, comprovado o apoio de um número mínimo de eleitores não filiados a outra legenda política, 0,5% do total dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos.

Além disso, os apoiadores precisam estar distribuídos em ao menos nove estados, com um mínimo de 0,1% do eleitorado que votou em cada um deles.

Quem também tenta emplacar um novo partido é o presidente Jair Bolsonaro, que deixou o PSL, pelo qual foi eleito, e anunciou a criação do Aliança pelo Brasil. Militantes ‘bolsonaristas’ estão tentando colher o número mínimo de assinaturas e registrar a legenda a tempo de disputar as eleições municipais deste ano, mas o próprio presidente acha difícil que isso aconteça. Ele conta com a sigla para 2022, quando deverá tentar a reeleição.

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