Política

Advogado amigo de Wassef organizou estadia de Queiroz em Atibaia

Oliveira esteve reunido com Flávio Bolsonaro e é próximo de ex-advogado do senador

[Advogado amigo de Wassef organizou estadia de Queiroz em Atibaia]
Foto : Reprodução/Facebook

Por Metro1 no dia 27 de Junho de 2020 ⋅ 10:41

A estrutura articulada pelo advogado Frederick Wassef para abrigar o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) Fabrício Queiroz, enquanto esteve escondido durante quase um ano e meio, envolveu esforços de um segundo advogado amigo dele. A informação foi publicada pelo jornal O Globo hoje (27). Edevaldo Oliveira, de 63 anos, é ex-policial rodoviário federal, criminalista e reside em Atibaia-SP, onde tem um escritório. Amigos de longa data, Oliveira é considerado braço-direito de Wassef e esteve junto com o colega de profissão em uma reunião com Queiroz, em 26 de dezembro de 2018, em um hotel do município paulista. O encontro foi revelado pelo Jornal Nacional, da TV Globo. 

Queiroz estava hospedado no Hotel Faro, no centro de Atibaia, desde 1h26m da madrugada. Naquela data, uma quarta-feira, Wassef e Oliveira foram até o local para encontrar o policial militar reformado, já no período da tarde. Responsável pela defesa de Flávio no caso que investiga o esquema de “rachadinha” no gabinete dele na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), quando o filho do presidente Jair Bolsonaro era deputado estadual. Wassef foi o mentor da conversa: foi ele quem solicitou que uma sala ao hotel para conversar com Oliveira e Queiroz, pouco antes da primeira — e última — aparição pública, em uma entrevista ao SBT, do ex-assessor de Flávio após o escândalo envolvendo os dois se tornar público. Depois da reunião, o advogado Paulo Klein, que atendia Queiroz na época, chegou para encontrar o cliente e ir ao encontro dos jornalistas, junto com Oliveira.

Ainda de acordo com O Globo, foi em uma casa de Atibaia, arranjada por Oliveira, que Queiroz conversou com a equipe de reportagem, que levou o material ao ar por volta das 19h daquele dia. O imóvel era de dois andares e tinha uma parede de pedra, um grande terraço e varanda. Foi no interior dele que Queiroz, investigado pelo Ministério Público (MP) do Rio, afirmou que as movimentações atípicas em sua conta bancária eram provenientes da compra e venda de automóveis.

Oliveira teve outro papel importante na investigação sobre a “rachadinha” no gabinete de Flávio. Duas semanas depois, em 11 de janeiro do ano passado, ele viajou ao Rio de Janeiro para acompanhar o depoimento de Agostinho Moraes da Silva, ex-assessor de Flávio e único investigado no procedimento a prestar depoimento até hoje. Nesse dia, ele se apresentou como advogado de Agostinho na sede do MP.

Portador de dois registros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), um de São Paulo e outro do Distrito Federal, Oliveira costuma atuar em casos criminais comuns (como furto, tráfico de drogas, receptação e adulteração de documentos). Agora, além de Silva, ele passou a constar como defensor de Queiroz, desde que o novo cliente foi preso em Atibaia, em um imóvel pertencente a Wassef.

Notícias relacionadas