Política

Requião cobra impeachment de Bolsonaro, mas critica 'frente ampla': 'Esculhambação generalizada'

'A frente não diz nada para a população brasileira', avaliou o ex-senador e ex-governador do Paraná

[Requião cobra impeachment de Bolsonaro, mas critica 'frente ampla': 'Esculhambação generalizada']
Foto : Metropress

Por Matheus Simoni no dia 30 de Junho de 2020 ⋅ 09:22

O ex-senador e ex-governador do Paraná Roberto Requião (MDB-PR) afirmou que é favorável ao impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem partido), mas que é contra a formação da chamada frente ampla pela democracia, organizada por parte da oposição ao governo. Em entrevista a Mário Kertész hoje (30), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole, o emedebista criticou os movimentos que se dizem democráticos e, ao mesmo tempo, sustentem reformas que não priorizam o direitos dos trabalhadores.

"É tão ampla que ela não diz rigorosamente nada. 'A favor da democracia'. Mas que democracia? Eu acreditava que precisávamos mexer na previdência social e que a legislação do trabalho precisava de uma inovação. Mas acabaram com tudo, tiraram direito dos trabalhadores. O que querem é manter isso tudo. A frente não diz nada para a população brasileira. 'Frente democrática'. Eles não gostam do Bolsonaro", disse Requião.

"Não pelos defeitos do Bolsonaro, no que diz respeito à orientação econômica, mas porque ele não sabe sentar à mesa. Não sabe em que copo se toma vinho tinto, vinho branco, se veste mal e é mal-educado. Mas Bolsonaro acaba sendo um animador de picadeiro desviando a atenção da população brasileira do que realmente importa, enquanto Guedes, com sua política suicida liberal vai destruindo tudo", acrescentou. 

Na avaliação do ex-senador, a frente democrática defendida por partidos contrários ao presidente não compreende as reais necessidades o brasileiro. "Precisamos de um projeto sustentável e de um projeto, do ponto de vista aristotélico, que não seja um projeto extremo de covardia, que é a frente ampla, e que não seja um extremo de temeridade, que propõe o que não se pode sustentar na sequência, mas que seja um ato eficiência, um ato-meio e retome o processo de desenvolvimento do país e restabeleça a democracia. Tem que ser um projeto único para o Brasil na oposição. Posteriormente, com a democracia restabelecida, os partidos então que se dediquem às suas pesquisas e à elaboração das suas tendências econômicas, sociais e políticas e se apresentem ao povo para o escrutínio eleitoral", afirmou o emedebista. 

Ainda de acordo com Requião, a situação do país encontra-se insustentável por conta da ações de Bolsonaro. "Se montarem uma frente pelo impeachment do Bolsonaro, eu assino sem nenhuma hesitação. O Bolsonaro tem que sair da presidência da República, ele é absolutamente inadequado, está desmoralizando tudo, desmoralizando o Brasil. O pessoal passa a ter vergonha de ser brasileiro em uma viagem ao exterior", comentou. 

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