Política

Maia chama Weintraub de ‘filhote de Olavo’ e relembra atrito com Guedes

Ministro da Economia teve desentendimentos de ordem prática, que contrastavam com sua orientação econômica ligada à Escola de Chicago

[Maia chama Weintraub de ‘filhote de Olavo’ e relembra atrito com Guedes]
Foto : Najara Araújo/Agência Câmara

Por Matheus Simoni e Alexandre Galvão no dia 14 de Julho de 2020 ⋅ 09:08

Deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM) lembrou dos atritos que teve com o agora ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub. Segundo o democrata, os ataques se intensificaram com a saída de Luiz Henrique Mandetta da Saúde, como forma de dispersar o assunto.

“Tivemos alguns momentos difíceis. No ano passado, no primeiro semestre entre março e abril, o presidente foi muito agressivo em alguns momentos e eu reagi, claro. Agora, nesse período inicial da pandemia e na saída do ministro Mandetta, foi pior do que a questão do filhote do Olavo, o Weintraub. Para tirar de cena o assunto Mandetta, ele partiu para uma agressão muito pesada em relação a minha pessoa em uma rede de televisão fechada. EU tive que ter muito equilíbrio e paciência para não reagir no mesmo tom, que geraria no meio dessa pandemia uma briga que poderia ter impactos grandes na sequência das ações do enfrentamento ao coronavírus”, lembrou, em entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole

Homem forte do governo na Economia, o ministro Paulo Guedes também se desentendeu com o presidente do Legislativo. Guedes teve desentendimentos de ordem prática, que contrastavam com sua orientação econômica ligada à Escola de Chicago. 

“Teve [atrito], principalmente no apoio a estados e municípios que a Câmara, mais uma vez, liderou esse processo e mostrou que precisava de uma ajuda. O governo federal precisava compreender que ele que pode emitir dívida e gerar condições de manter minimamente o funcionamento de estados e municípios. Paulo [Guedes] foi muito agressivo naquele momento e falando informações que, no meu ponto de vista, não eram corretas. No Senado ele acabou ajustando e fechando um acordo no valor que nós queríamos. Só que nós queríamos seis meses e o governo deu quatro meses. O importante é que saiu. Mas com Paulo Guedes foi meu momento mais tenso. Algumas coisas menores, talvez alguma sequela da relação da época da Previdência, não sei. Mas o mais duro foi período em que agrediu a Câmara com muita violência e, no final, acabou cedendo no Senado o mesmo valor que nós queríamos, que era R$ 60 bilhões em quatro meses”.

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