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UFBA termina 2022 com pior situação orçamentária em cinco anos, diz reitor
Paulo Miguez foi entrevistado pela Rádio Metropole nesta quinta-feira

Em entrevista, nesta quinta-feira (22), à Rádio Metropole, Paulo Miguez, reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), demonstrou preocupação com a situação orçamentária da universidade. "Vamos terminar o ano em uma situação muito ruim, executando um orçamento muito aquém da necessidade. Iremos trabalhar em 2023 com 104 milhões a menos quando comparado a 2016 - o melhor ano da série - em uma universidade que só cresceu desde lá”, lamentou Miguez.
O orçamento de 2022 seria de um pouco menos de R$150 milhões, porém, com os bloqueios de verba às universidades realizados pelo governo de Jair Bolsonaro (PL) ao longo do ano, a cifra disponível à Ufba caiu para apenas R$12 milhões.
“Se atualizarmos o orçamento de 2016, que foi de R$167 milhões, com base na regra de que ele deve incorporar a variação inflacionária, precisamos acrescentar R$104 milhões aos R$133 milhões previstos. Temos agora cerca de 20 mil alunos a mais e uma comunidade bem maior”, disse Miguez.
A expectativa é de que as mudanças promovidas pelo STF, com a reorganização orçamentária, possibilitem a realocação de recursos para que o orçamento de 2022 seja fechado em melhores condições.
“Somos aproximadamente 60 mil pessoas [na Ufba], uma população semelhante a de Caetité. São 54 mil estudantes de pós e graduação; 3 mil técnicos; 2.700 professores e 2 mil terceirizados, uma parte frágil, sujeita à exploração absurda e que a universidade infelizmente pouco pode fazer por isso”, destacou.
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