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“Com o Centro Histórico abandonado, por que investir nisso?”, questiona antropólogo sobre túnel para pedestres
Antropólogo foi entrevistado na Rádio Metropole nesta terça-feira (14)

Foto: Metropress
Com investimento previsto em R$ 300 milhões e 825 metros de extensão, o túnel subterrâneo para acesso exclusivo de pedestres tem gerado questionamentos desde o seu anúncio, feito pela Prefeitura de Salvador na última quarta-feira (8). O antropólogo Roberto Costa Pinho confessou não entender o projeto, que promete conectar o Campo da Pólvora, em Nazaré, ao Taboão, no Comércio. “Por que voltarmos à ocupação subterrânea? Vai haver uma nova invasão holandesa em Salvador e as pessoas precisarão se proteger?”, ironizou em entrevista à Rádio Metropole nesta terça-feira (14).
Ex-secretário para Projetos Especiais de Salvador, Pinho comentou ainda que o investimento poderia ter outro destino diante das necessidades da capital. “Estando o Centro Histórico tão abandonado, por que 300 milhões de reais para isso? Esse dinheiro faria do Centro uma coisa completamente nova, dava pra enterrar a fiação do toda, fazer um parque histórico no Pelourinho… Eu realmente não entendo”, pontuou.
O antropólogo também questionou a autoria do projeto como sendo de Paulo Ormindo, informação dada pelo secretário da Seinfra, Luiz Carlos de Souza. “Ele é uma pessoa que tem uma sensibilidade tão grande”, disse relembrando o trabalho do arquiteto no inventário do patrimônio histórico do estado, que caracteriza como “fenomenal”.
Costa Pinho ressaltou ainda durante a entrevista a questão da segurança pública. Para ele, o subterrâneo de pedestre no Brasil ainda é sinônimo de perigo. “Como vão conservar esses túneis? Vai ter um esquema de segurança 24h permanente?”, questionou.
Confira a entrevista na íntegra:
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