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Violência nas narrativas estimula casos na realidade? Especialista faz alerta após massacres em escolas

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Violência nas narrativas estimula casos na realidade? Especialista faz alerta após massacres em escolas

Marcelo Ribeiro, professor de cinema e história, falou sobre os recentes massacres e o papel da mídia

Violência nas narrativas estimula casos na realidade? Especialista faz alerta após massacres em escolas

Foto: Fernanda Vilas/Metropress

Por: Mariana Brasil no dia 10 de abril de 2023 às 15:36

Em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta segunda-feira (10), o professor de história e cinema da Faculdade de Comunicação da Ufba, Marcelo Ribeiro, falou sobre a cobertura da mídia em episódios de massacres em escolas e o papel do cinema no estímulo à violência.

“Recentemente, tivemos tragédias muito tenebrosas no Brasil e é muito importante reconhecer que a gente está vivendo uma situação relativamente recente em que a difusão dessas imagens e dessas narrativas muitas vezes vem dos próprios perpetradores da violência”, destaca ele. “A pessoa comete um massacre registrando aquilo de alguma maneira ou anuncia previamente”. 

O professor aponta esta nova característica presente em crimes deste tipo como um ponto de atenção para as coberturas jornalísticas em tais casos. “Se você reproduz um discurso emitido pelo próprio autor, o que a gente pode concluir é que você está estimulando, que novos discursos assim possam surgir e ganhar acolhimento na imprensa”, diz.  

“Tenho visto cada vez mais uma indicação [de especialistas] de haver um cuidado na cobertura desses acontecimentos, como não reproduzir as imagens e os nomes das pessoas que cometeram esses atos porque isso muitas vezes vai significar dentro das comunidades em que essas pessoas estão operando hoje nas plataformas de internet, um reconhecimento e não um desestímulo”, explica ele.

Ribeiro comentou ainda o papel do cinema no estímulo e manutenção de violências. “Muita violência nas narrativas que a gente vê estimularia mais violência no mundo real? Muitas pesquisas mostram que, às vezes, essa esfera da fantasia impede essa passagem ao ato, ela reduz o estímulo à violência”, aponta ele.

Confira a entrevista completa: