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A adesão dos militares de alta patente a golpe de Bolsonaro seria muito baixa, avalia pesquisador
O pesquisador ainda falou sobre a escolha do general Marcos Antônio Amaro dos Santos, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para ser o novo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI)

Foto: Reprodução/Metropole
O pesquisador Ananias Oliveira avaliou, em entrevista à Rádio Metropole nesta sexta-feira (28), que a adesão dos militares de alta patente a uma tentativa de golpe do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seria "muito baixa".
Ananias Oliveira, que é doutorando em Ciências Sociais na Universidade Federal de Campina Grande, entende que a relação dos militares de alta patente com os Estados Unidos impediria esse apoio ao golpe.
"Nos de baixa patente, vai encontrar uma adesão maior [a tentativa de golpe]. Não estou dizendo que é a maior. Nos de alta patente, essa adesão a uma ditadura de Bolsonaro é muito baixa, porque são pessoas que têm outros interesses. [...] As Forças Armadas têm vários acordos comerciais com o Exército americano [e não fariam] uma afronta em termos de golpe de estado", ressaltou, em entrevista ao âncora Mário Kertész.
Novo comando
O pesquisador ainda falou sobre a escolha do general Marcos Antônio Amaro dos Santos, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para ser o novo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Segundo Ananias Oliveira, Marcos Antônio era ligado a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), mas não deve esperar que ele seja "legalista" e "progressista". "O espírito de corpo [dos militares] é muito forte. Eles não vão contra a maré. No Brasil é pior, porque eles não vão defender o país e a democracia, mas vão se defender primeiramente", pontuou.
Confira a entrevista na íntegra:
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