Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp >>

Quarta-feira, 22 de maio de 2024

Home

/

Notícias

/

Rádio Metropole

/

Salvador enfrenta um empobrecimento arquitetônico, diz arquiteto Chico Mazzoni

Rádio Metropole

Salvador enfrenta um empobrecimento arquitetônico, diz arquiteto Chico Mazzoni

Arquiteto disse que o abandono do patrimônio na capital baiana está relacionado não só ao descaso público, mas também reflete a mentalidade do governo

Salvador enfrenta um empobrecimento arquitetônico, diz arquiteto Chico Mazzoni

Foto: Reprodução

Por: Metro1 no dia 18 de julho de 2023 às 20:32

Atualizado: no dia 18 de julho de 2023 às 20:38

O arquiteto Chico Mazzoni criticou, em entrevista ao Jornal da Cidade, da Rádio Metropole, o “empobrecimento arquitetônico” que Salvador enfrenta. Segundo ele, a cidade não explora seu patrimônio cultural.

“A gente está muito empobrecido em termos de arquitetura contemporânea, inclusive em comparação com o próprio Nordeste. Salvador é uma cidade com patrimônio cultural riquíssimo, mas a parte nova de Salvador é pobre, sem uma arquitetura de grande expressão. A cidade pós-industrial é homogeneizada, parece com qualquer zona moderna das grandes cidades”, opinou.

Para Mazzoni, o abandono do patrimônio está relacionado não só ao descaso público, mas também reflete a mentalidade do governo. “Essa questão do patrimônio passa por diversas questões, por desinteresse do estado, pelo desinteresse da sociedade pautada em um mito de que tudo que é velho não tem valor. Enquanto a gente não entender a importância do patrimônio na formação da identidade da sociedade, os edifícios vão se perder”, alertou.

O abandono de patrimônios foi tema do Jornal Metropole da semana passada. O arquiteto ainda explicou o que é preciso para garantir a preservação do patrimônio e citou a requalificação do Mercado Modelo, do antigo prédio da alfândega e o Palacete das Artes como modelos a serem seguidos.

“Tem que ter boa conceituação para entender o significado dele, fazer uso adequado, e permitir que esse espaço seja sustentável, para que daqui a 10 ou 15 anos não precise passar por nova reforma. Quando se trata de prédios tombados, esse mecanismo por si só protege o patrimônio porque não permite a demolição, mas não assegura a conservação. Ele precisa vir acoplado de outras ações como políticas compensatórias para incentivar a ocupação”, acrescentou.

Confira a entrevista na íntegra: