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Psicóloga explica que sentimentos negativos são pedagógicos: “Frustração é estruturante”
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Psicóloga explica que sentimentos negativos são pedagógicos: “Frustração é estruturante”
Especialista defende que é preciso buscar equilíbrio na educação dos filhos para não criar "pequenos tiranos"

Foto: Reprodução/Youtube
É inegável que ninguém gosta de ser frustrado. Mas a psicóloga e mestre em Medicina e Saúde Humana, Ana Paula Pitiá Barreto, defende que a frustração é necessária, principalmente para as crianças. Em entrevista ao Metropole Saúde, a especialista destacou a frustração como um forte fator de caráter pedagógico na construção do ser humano.
“A frustração é estruturante. Eu sempre brinco dizendo isso. Hoje os pais têm muito medo de frustrar. Eu estou falando pais de modo geral, pais, cuidadores, têm muito medo de frustrar suas crianças. A gente deve frustrar porque é na frustração que a gente se estrutura”, afirmou.
Para a psicóloga, é preciso entender o quanto as crianças recebem de limites e orientações, “Quantos os pais protegem, cuidam e amparam. A gente tem que tomar cuidado com isso, para não criar pequenos tiranos”, explicou.
Segundo a especialista, na prática, a frustração é um sentimento que surge quando as próprias expectativas são quebradas e/ou algo não sai como o esperado. Barreto explicou que faz parte do instinto dos responsáveis supervalorizar a felicidade e tentar proteger as crianças de qualquer sentimento negativo. Mas, de acordo com ela, isso pode vir a ser nocivo para a criação do indivíduo.
Essa exaltação da felicidade não deve, segundo a psicóloga, transmitir a ideia de que a desilusão seja um obstáculo para a maturidade e o desenvolvimento pessoal. De acordo com Barreto, a criação precisa de um equilíbrio entre os dois extremos: “o primeiro de pessoas que crescem muito vulneráveis, quando não encontram o amparo, o suporte. E o outro de pessoas que validam tudo e crescem pequenos tiranos”.
“A gente tem um meio termo que não é fácil, é dinâmico, precisam de vários tipos de reflexão. Cada criança é uma criança e cada uma vai ter sua necessidade. É sempre pensar que a criança também vai precisar se estruturar se frustrando um pouco”, disse.
Confira a entrevista na íntegra:
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