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Bolsonarismo se tornou terrorismo doméstico, avalia pesquisador Cezar Rocha
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Bolsonarismo se tornou terrorismo doméstico, avalia pesquisador Cezar Rocha
O pesquisador João Cezar Rocha concedeu entrevista para a Rádio Metropole nesta terça-feira (3)

Foto: Reprodução/Rádio Metropole
O pesquisador João Cezar Rocha criticou o bolsonarismo e apontou que o movimento político se tornou um “terrorismo doméstico”. A declaração foi feita durante entrevista para a Rádio Metropole nesta terça-feira (3).
Ele explicou que o país vive um momento de metamorfose da extrema direita, que vai de uma guerra cultural para esse terrorismo doméstico. "O bolsonarismo era sobretudo uma guerra cultural, que é a criação de narrativas, que têm como finalidade produzir medo e tem como reação a produção de um sentimento que é o ódio. É uma poderosissima ferramenta eleitoral. Mas isso começou a mudar com a pandemia", analisou.
Para o pesquisador, Bolsonaro deixou de ser apenas um político. "Ele é uma franquia, que muita gente se beneficia". E por conta disso, não era possível seguir "apanhando de Bolsonaro apenas disputando narrativas para obter ganho político imediato", avaliou Cezar Rocha.
Cezar Rocha observou ainda que o comportamento do governo Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19 foi “verdadeiramente criminoso” e gerou inúmeros problemas na esfera pública. Segundo ele, quem continuou a defendê-lo se tornou imune a fatos. “Os bolsonaristas têm um espírito de seita religiosa [...] se tornaram imunes a qualquer espécie de verificação externa e dado objetivo”, avaliou.
Ainda durante a entrevista, ele comentou sobre uma midiosfera extremista, quando grupos se informam unicamente em um circuito fechado de informações, de grupos favoráveis à extrema direita. Ele também afirmou que o Bolsonaro não teria a força que tem sem a Rádio Jovem Pan, que difundia as teorias conspiratórias do ex-mandatário. “As concepções delirantes, quando abraçadas por milhões de pessoas, se tornam fato político concreto, objetivo e decidem eleições”, explicou.
Confira a entrevista na íntegra:
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