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Secretário diz que é “problema geracional” resistência da população à integração do transporte

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Secretário diz que é “problema geracional” resistência da população à integração do transporte

A declaração foi feita por Fabrizzio Muller nesta terça-feira (3), durante o programa Jornal da Metropole no Ar

Secretário diz que é “problema geracional” resistência da população à integração do transporte

Foto: Fernanda Vilas Boas/Metropress

Por: Leticia Alvarez no dia 03 de outubro de 2023 às 14:58

Atualizado: no dia 03 de outubro de 2023 às 15:22

O secretário municipal de Mobilidade (Semob), Fabrizzio Muller, explicou, durante o Jornal da Metropole no Ar desta terça-feira (3), o motivo da prefeitura de Salvador extinguir linhas de ônibus que antes circulavam pela capital baiana.

Muller afirmou ainda que é um “problema geracional” a resistência da população à integração do transporte."A gente toma a decisão baseada em estudos e planejamento. As cidades precisam evoluir à medida que crescem, com outros problemas e outras soluções. Você não pode ter uma lógica de deslocamento de dez anos atrás, quando só tinha um tipo de modal e não existia integração tarifária. Eu digo até que é um problema geracional. É uma geração que estava acostumada a se deslocar de uma forma”, afirmou. 

Para o secretário a população precisa compreender que o sistema deve funcionar de forma integrada e não com modais concorrentes. “Eu não posso ter os ônibus penetrando em todos os trechos da cidade, concorrendo com o metrô, com o futuro VLT e com o BRT. Os sistemas precisam funcionar de uma forma integrada, juntos. Isso torna ele mais eficiente”, acrescentou. 

O secretário ainda defendeu que a reestruturação do sistema de transporte tem o intuito de tornar ele “mais racional”. Segundo ele, as mudanças feitas até então, assim como o BRT, têm como premissa básica ganhar mais eficiência. 

“A gente tinha linhas que demoravam 1h20, 1h30, 1h40 rodando pela cidade. As pessoas demoravam 40, 50 minutos esperando pelo ônibus porque o intervalo entre um e outro era muito grande. Estamos modificando essa lógica e isso evidentemente gera algumas reclamações. Nós recebemos elas e analisamos [para entender se o que foi pontuado] tem alguma pertinência dentro deste planejamento”, concluiu.

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Confira a entrevista na íntegra: