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“Ciúmes não é amor, é preciso fazer essa distinção”, adverte terapeuta

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“Ciúmes não é amor, é preciso fazer essa distinção”, adverte terapeuta

Idealizadora do curso “Superando o Ciúme”, Lara Mendes foi entrevistada na Rádio Metropole, nesta quinta-feira (9)

“Ciúmes não é amor, é preciso fazer essa distinção”, adverte terapeuta

Foto: Fernanda Vilas Boas/Metropress

Por: Metro1 no dia 09 de novembro de 2023 às 12:42

Atualizado: no dia 11 de novembro de 2023 às 17:55

A terapeuta Lara Mendes discutiu sobre os ciúmes, durante entrevista na Rádio Metropole, nesta quinta-feira (9). Idealizadora do curso “Superando o Ciúme”, a especialista explicou que o sentimento faz parte de todas as pessoas, mas é preciso ter cuidado com a maneira e intensidade em que ele se manifesta.

“O ciúme é um sentimento humano, todos nós sentimos ciúmes em algum momento da vida, inesperadamente ele pode surgir. Porém, a gente tem que perceber que dentro de um espectro tem os ciúmes que a gente considera saudável, mas também tem o extremo, que pode desencadear o feminicídio, casos de abuso, violência [...] Se manifesta nas relações de amizade, de trabalho, de família, se manifesta de muitas formas distorcidas e pode trazer inúmeros prejuízos na nossa vida cotidiana”, pontuou.

Segundo Lara, a ideia do curso surgiu a partir do entendimento de que os relacionamentos atuais precisam ser vividos de maneira mais “livre”. Para ela, a intensificação do sentimento está associada ao mito de que para amar é preciso ter ciúmes.

“Foi uma ideia justamente da gente poder viver relacionamentos de uma maneira mais livre, onde a gente possa entender que podemos nos vincular uns aos outros com mais simpatia, harmonia, transparência e sair das nossas prisões internas e interiores [..] Nessa cultura ocidental, a gente normaliza muito o ciúmes, tem essa ideia, essa construção social, que acredita que ciúmes é amor e na verdade o ciúmes não é amor. A gente precisa fazer essa distinção, mas é claro que tudo aquilo que a gente tem como algo que a gente quer zelar, a gente quer manter, cuidar e preservar. Mas, a todo instante tem pessoas que começam a se sentir ameaçadas, mesmo quando aquilo não está de fato acontecendo”, disse. 

Durante a análise sobre o sentimento, a terapeuta ponderou que, a partir da inserção das redes sociais no dia a dia das pessoas, surgiram novas formas de controle e de alimento aos ciúmes, como curtidas em publicações e até rastreamentos por GPS. De acordo com a especialista, insegurança e baixa autoestima são grandes fatores que contribuem para comportamentos ciumentos. 

“Tem pessoas que qualquer curtida, compartilhamento, seguir uma pessoa, já traduzem isso como manifestação de ciúmes, se sentindo ameaçada e achando que pode perder a pessoa amada [..] As pessoas que se sentiram amadas na primeira infância, vista, acolhida e amparada, tem uma tendência de se sentir um pouco mais segura. As pessoas que não se sentiram, não que necessariamente não receberam, mas não se sentiram amadas, elas vão ficando mais inseguras na vida de modo geral e isso acaba desencadeando ciúmes excessivos. Assim como a autoestima, a pessoa que não conhece reconhecer seu próprio valor, suas características, acaba também desencadeando isso”.

O curso “Superando o Ciúme” fala sobre o sentimento sem tabus e ensina atividades aos alunos para redução de ansiedade e tensões decorrentes dos ciúmes. As inscrições podem ser feitas através do site.

Confira a entrevista na íntegra: