Terça-feira, 12 de maio de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Rádio Metropole

/

“Para nós mulheres, não é simples assumir um lugar de escrita na sociedade”, diz Luciany Aparecida

Rádio Metropole

“Para nós mulheres, não é simples assumir um lugar de escrita na sociedade”, diz Luciany Aparecida

Análise da escritora foi feita na Rádio Metropole nesta segunda (13)

“Para nós mulheres, não é simples assumir um lugar de escrita na sociedade”, diz Luciany Aparecida

Foto: Fernanda Vilas Boas/Metropress

Por: Metro1 no dia 13 de novembro de 2023 às 13:45

Atualizado: no dia 14 de novembro de 2023 às 08:25

A doutora em Letras e escritora baiana Luciany Aparecida refletiu sobre as dificuldades de ser uma mulher no mundo literário. Entrevistada na Rádio Metropole nesta segunda-feira (13), Luciany apresentou o seu primeiro romance "Mata Doce" (2023), que é também a primeira obra que assinou com seu próprio nome.

As outras duas produções literárias da escritora foram publicadas com pseudônimos. Segundo ela, a assinatura com outros nomes reverencia e a conecta à tradição de mulheres que precisavam utilizar pseudônimos para publicar. Para Luciany, a virada de chave ocorreu com a pandemia de Covid-19. 

“Mesmo eu já acessando ambientes acadêmicos de escrita, não foi simples assumir e dizer: ‘eu tenho uma história e quero contar essa história também, quero que as pessoas leiam’, e não é fácil. Às vezes, a gente fica com medo de dizer algumas coisas no mundo. Para nós, mulheres, não é simples assumir um lugar de escrita na sociedade. É um mecanismo ainda assinar com outros nomes. Eu acho que estava me conectando a essa tradição de mulheres que em um momento escreviam com outros nomes para poder publicar. Agora na pandemia, veio uma urgência de vida muito grande, um desejo de me comunicar mais com as pessoas leitoras. Então, eu tanto pensei: 'eu quero escrever uma história que dialogue com o Brasil e quero que as pessoas leiam e me encontrem'", disse. 

"É importante pensar quem vêm de comunidades rurais no nordeste e na Bahia, também têm histórias para contar. Então eu assino agora com meu nome muito nesse desejo de dialogar mais próximo com as pessoas”, acrescentou.

Confira a entrevista na íntegra: