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Antropólogo relaciona movimento 'Picaretas do Progresso' com construções na Praia do Buracão: “Está conectado”
Análise foi feita por Roberto Costa Pinho em entrevista à Rádio Metropole nesta quinta-feira (29)
Foto: Fernanda Vilas Metropress
O antropólogo Roberto Costa Pinho relacionou o projeto da construção de três torres de 18 andares próximo à praia do Buracão, em Salvador, com a necessidade brasileira de buscar influências em cidades do exterior.
A análise foi feita pelo especialista nesta quinta-feira (29), em entrevista à Rádio Metropole. Roberto relembrou o movimento chamado de “Picaretas do Progresso”, que destruiu prédios históricos na capital baiana, na primeira metade do século XX, com a proposta de modernização.
“Hoje as pessoas continuam não entendendo o que é Salvador. Aqui não tinha avenida, Salvador tinha rua, beco, ladeira. Esse movimento culminou com a derrubada da Igreja da Sé, a primaz, fundamental do Brasil, uma coisa fundamental para entender a cultura brasileira, tudo foi demolido para o bonde passar. Isso está ligado, conectado com o Buracão e enquanto não se entender como essas coisas acontecem, vai ficar se batendo cabeça”, disse.
O projeto das torres é temido pelos moradores da região, já que as alturas dos empreendimentos irão causar sombras na faixa de areia da praia e alterar a balneabilidade. O Jornal Metropole desta semana mostra que um projeto de lei, proposto por Carlos Muniz (PSDB), busca barrar a construção.
Confira a entrevista na íntegra:
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