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"O Congresso do jeito que está é uma sentença condenatória para o Brasil", diz Janio de Freitas

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"O Congresso do jeito que está é uma sentença condenatória para o Brasil", diz Janio de Freitas

O tema foi discutido no programa Três Pontos desta quinta-feira (8)

"O Congresso do jeito que está é uma sentença condenatória para o Brasil", diz Janio de Freitas

Foto: Reprodução/Youtube

Por: Metro1 no dia 08 de agosto de 2024 às 13:34

Atualizado: no dia 08 de agosto de 2024 às 18:06

O cargo de presidente carrega uma certa sinistralidade. O conceito é do cientista político e professor Antonio Lavareda, que destaca o suicídio de Getúlio Vargas (1954), a renúncia de Jânio Quadros (1961) e os impeachments de Fernando Collor de Mello (1992) e Dilma Rousseff (2016) como fatos que justificam a tese. Essa sinistralidade foi discutida no programa Três Pontos desta quinta-feira (8) pelo jornalista Janio de Freitas. Para ele, o conceito  pode e deve, inclusive, ser alargado para abranger também o Congresso Nacional, onde há uma maior sinistralidade e sucessivas pioras na sua formatação. 

“A cada eleição, o Congresso tem se prejudicado como qualidade e eu já não sei mais onde isso vai parar, porque a qualidade está tão rasa no atual Congresso que ele só pode mesmo se ocupar de coisas como esse Orçamento Secreto, verbas orçamentais para deputados usando o tal do Pix e coisas desse tipo”, afirmou Janio de Freitas, pontuando que há no Parlamento um modus operandi baseado na chantagem para aprovar projetos do governo federal.

“Uma chantagem tão descarada, tão desaberta, que não poderia ser nunca de um Congresso Nacional. Isso é coisa de sarjeta humana. E isso condiciona o comportamento do governo, seja sendo co-partícipe desse tipo de jogo, aproveitando-se politicamente, partidariamente e pessoalmente, como foi o caso do governo Bolsonaro, ou não participando, sendo prejudicado como é o caso do governo atual”, emendou.

Segundo Janio, esse jogo existe independente do projeto, até mesmo casos caros e necessários para o país, como a Reforma Tributária, são colocados à mercê dos interesses de cada partido, o que pode ser cobrado ao governo para se beneficiar. “Esse é um sinistro incomparável no Brasil. Nós estamos condicionados a isso. Os governos estão condicionados a isso cada vez mais, porque as representações, sinistramente, pioram a cada eleição”.

Para Janio, antes de discutir qualquer mudança no modelo presidencialista do Brasil, é preciso antes rever a estrutura e composição entre governo, Congresso, Judiciário e a população. “São quatro configurações que não se entendem, são uma disfunção conjunta. Como melhorar o Congresso brasileiro? Porque como está é uma sentença condenatória do país”, finalizou.

Confira o programa na íntegra: