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“Eleições de 2026 serão as mais importantes da República”, afirma João Cezar de Castro
Historiador alerta para disputa política acirrada, retrocessos institucionais e papel da elite brasileira

Foto: Reprodução/Youtube
O escritor e historiador João Cezar de Castro Rocha afirmou, nesta terça-feira (20), em entrevista à Rádio Metropole, que as eleições presidenciais de 2026 serão as mais importantes da história da República. Segundo ele, o pleito colocará em disputa projetos antagônicos para o futuro do país, com risco de retrocessos institucionais e sociais.
O historiador apontou ainda que a disputa envolve o projeto político-econômico associado ao bolsonarismo, que ele descreve como uma tentativa de implementar um modelo de “pinochetização” no Brasil. “2026 é a tentativa de eleger o projeto de Bolsonaro Guedes, que já falhou. Existe um projeto de pinochetização em curso no Brasil: venda dos ativos da União, retirada do Estado de suas funções sociais, supressão dos direitos do trabalhador que acontece desde 2016. Isso é o projeto Tarcisio de Freitas, André Esteves, Guilherme Derrite… este é o projeto".
O historiador também criticou a elite brasileira, e apontou a persistência da desigualdade estrutural e a resistência a políticas de inclusão social. “Somos a 8ª sociedade mais desigual do planeta Terra. Isso não é contradição estatística, é obscenidade civilizatória. Toda vez que houve um esforço real para as famosas reformas de base de 60, a elite brasileira reagiu violentamente, revelando seu DNA escravocrata. Toda vez que um governo procura realizar algo de inclusão do povo trabalhador na vida política e, sobretudo, nas benesses do desenvolvimento, há golpes, instabilidades.”
Além da análise política e social, João Cezar alertou para novos elementos tecnológicos que podem influenciar as próximas campanhas eleitorais, como o uso de inteligência artificial “Haverá ingrediente novo. Em 2018, a campanha de Bolsonaro foi brilhante, conseguiu canalizar sentimento antisistema. Em 2026, o uso da inteligência artificial com finalidade política pode ter efeito devastador.”
Confira a entrevista:
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