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Jornalista baiano conta como nasceu a ideia de criar o Guia do Ócio Salvador
Jornalista concedeu entrevista à Rádio Metropole nesta terça-feira (20)

Foto: Metropress
O amor por Salvador, aliado à necessidade de criar um guia semelhante aos que encontrava em outros países, levou o jornalista Antonio Moreno a idealizar o Guia do Ócio, um roteiro de experiências para vivenciar a capital baiana. Em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar, o jornalista baiano contou como surgiu a ideia de criar o guia, que, ao longo de 26 anos, se reinventou e segue sendo referência para “curiosos de toda a parte”.
"Eu sempre gostei de viajar, e eu ia para lugares que o guia era uma referência. Em Roma havia o Romacher; em Paris, o Pariscope; na Espanha, o Guía del Ocio. Eu ficava encantado com aquilo e quando cheguei em salvador pensei vamos fazer um guia igual, ou parecido pelo menos. Ele não chegou a ser semanal, mas foi mensal. Durante 5 anos ou 6 foi mensal. Era um guia de programação", contou.
O jornalista também explica a transformação pela qual o guia, lançado em 1999, passou anos depois com a chegada da internet. “O guia reunia a programação de cinema, teatro, dança, tudo o que acontecia na cidade, e permitia que o leitor se programasse ao longo do mês. Com o advento da internet, isso acabou perdendo um pouco o sentido, já que as informações passaram a ser mais ágeis e deixou de haver a necessidade de se planejar com tanta antecedência. A partir daí, fomos evoluindo para um novo projeto, que é o atual, e que eu chamo de curadoria, pois é feito a partir das minhas referências pessoais”, explicou.
Por fim, ele destaca que o guia não se limita a elogios, mas também faz alertas. “Não é um guia chapa-branca, não fala só bem, faz alertas”, afirmou. Ele ressalta ainda que o projeto não aceita publicidade. “Diferentemente do meio digital, que tem muitas informações instantâneas e rápidas, mas também muito conteúdo disfarçado de publicidade, o guia não aceita esse tipo de prática", disse.
O Guia do Ócio pode ser encontrado nos mais importantes espaços culturais de Salvador, a exemplo da Fundação Jorge Amado, Fundação Pierre Verger, Cidade da Música da Bahia, Espaço Caribé e Museu do Mar Aleixo Belov. Além disso, a publicação e é distribuída em mais de 40 pontos de venda, incluindo todas as livrarias da cidade, terminais de transporte, hotéis, pousadas, cafeterias e pontos turísticos importantes, como o Farol da Barra, por exemplo. E na internet é encontrado no site O Guia do Ócio Salvador.
Confira a entrevista completa:
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