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Hepatologista critica expansão desordenada de faculdades e avalia Enamed como avanço
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Hepatologista critica expansão desordenada de faculdades e avalia Enamed como avanço
Raymundo Paraná concedeu entrevista à Rádio Metropole nesta sexta-feira (23)

Foto: Fernanda Vilas Boas/Metropress
Em entrevista à Rádio Metropole nesta sexta-feira (23), o hepatologista Raymundo Paraná fez duras críticas à expansão das escolas de medicina no Brasil e comentou a criação do Enamed, exame nacional voltado à avaliação da formação médica.
Para o médico, as escolas privadas de medicina no Brasil se beneficiaram do financiamento público, como o Fies, o que, em sua avaliação, ampliou um mercado que não existiria sem esse apoio estatal. “Agora, a gente está correndo atrás depois de tantas escolas médicas, mais que EUA e China, e a percepção do desastre. Médico mal formado é ruim para o paciente, mas ele é péssimo para o sistema. É o atalho para inviabilizar o sistema.”
Segundo o hepatologista, houve tentativas de interiorizar o ensino médico, mas sem estrutura adequada: “Interiorizar o ensino em locais em que você não tem professores qualificados, não tem bons campos de prática, nem bons laboratórios, o resultado não vai ser bom”. Para ele, o Brasil chegou a um ponto crítico, com mais escolas médicas do que Estados Unidos e China, e agora tenta reagir “depois de tantas escolas médicas, mais que EUA e China, e a percepção do desastre”.
Ainda durante o *Jornal da Bahia no Ar*, Raymundo Paraná afirmou que, apesar de o exame ser um “avanço inegável” do ponto de vista metodológico e pedagógico, as punições para notas baixas são brandas. “O que vamos fazer com essas escolas insuficientes? Acham que elas vão mudar em um ano? Não vão.”
Confira a entrevista:
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